Desculpe-nos, mas este tópico acaba de ser fechado para novas respostas.
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Sérgio, a Amazônia é muito inspiradora, é um lugar onde se tem a sensação de ter ações inaugurais, desbravadoras.
Em relação à hierarquia nas redes assisti a poucos dias uma aula do professor NELSON FIEDLER-FERRARA, sobre Complexidade, Sistêmica e Holismo: Hipóteses Possíveis Acerca da Realidade e ele explicou um fenômeno que eu observava nas redes mas não consegui lidar com eles conceitualmente, já que um dos mantras do netweaving é que as redes são um sistema sem hierarquia. No entanto sempre percebi hierarquias de complexidade, e o professor Ferrara discorreu sobre o fenômeno, que foi conceituado por Francisco Varela (possivelmente entre outros, pois Capra já fala de redes dentro de redes). No link tem o pp e o audio da palestra
Sugiro que explore o material, é muito bom.
abraços
Sergio Storch disse:
Augusto, com podemos então nominar este fenômeno das diferenças de complexidade e de escala em que redes ficam ou são abrangidas ou contidas por outras redes?
Acredito que a palavra hierarquia tem mais que um sentido usual, alguns com um conteúdo autoritário na interação entre os seres, outros relacionados com diferenças de complexidade por exemplo, a sequência: o rio, a bacia hidrográfica, o ecossistema, o bioma, o planeta, o sistema solar, o cosmos. abraços
Queridos
Este post é tão denso de conceitos que eu me senti compelido a discuti-lo em outro lugar, para poder florescer, e deixar que a discussão de Processos Inteligentes também floresça. Qual é mesmo aquele conceito biológico que implica a competição entre duas árvores num mesmo espaço no qual o crescimento de ambas fica prejudicado?
Criei então um outro tópico: Discutindo o conceito de amor em Maturana. .
Fiz o que na doutrina emergente do "wiki way" tem se chamado de "gardening", o papel do jardineiro: tira a plantinha daqui e leva prali, onde tem mais terra e sol pra ela florir. Talvez o próprio "gardening" mereça um novo tópico.
Topam discutir o amor lá ou vamos continuar discutindo aqui?
Brincando: Se for para continuar discutindo aqui, fico com o sentimento do cachorrinho que fez xixi no poste, aí vem outro e eu preciso ir pra outra quadra e achar um outro poste. É brincadeira, mas é sério, hehehe.
E que tal abrir mais um tópico para o gardening?

Oi Augusto, bom domingo!
Que sensação boa a de estar com você nesse diálogo tão rico e amoroso, no sentido do Maturana, pois é emoção que me leva compulsivamente para a ação, hehehe!
Num momento de meta-aprendizado, ou seja, aprendizado sobre o próprio aprendizado, ou aprendizado de ciclo duplo (à la Argyris - já temos em nossa biblioteca?), faço as seguintes observações:
1. foi preciso você me trazer de volta ao ponto, o da relação hierarquia-poder versus outros usos do termo hierarquia, pois eu já tinha viajado para a discussão do conceito de amor, que foi pra outro canto.
2. uma apreciação estética sobre o belo hipertexto que estamos tecendo. Ou seja, que bela rede de temas está emergindo desta rede social. Ou seja, que estética fractal está emergindo desse cruzamento de temas e pessoas. Ou seja, como estamos navegando nessa biblioteca infinita e vertiginosa de Jorge Borges. Que vertigem que sinto ao dizer tudo isso sem ter o tempo para fazer os merecidos links para poder compartilhar o pensamento, que corre tão mais rápido do que nossa capacidade de registrar.
3. já deixando o meta, e entrando no foco. Aí quero problematizar as suas colocações sobre relações entre hierarquia e poder. Sim, trazendo para o âmbito do social, eu continuo enxergando hierarquias de poder em qualquer tipo de organização, e acho que não necessariamente esse poder está associado a dominação. Há sim, penso eu, uma hierarquia entre a andorinha que lidera a revoada em L e o resto do bando. Talvez possamos não chamá-la de hierarquia, mas há uma distinção de papéis. Uns são mais iguais do que os outros. Há a líder. A DIFERENÇA EM RELAÇÃO À BUROCRACIA não está em haver essa diferenciação de papéis, e sim em ser esse papel contingente e temporário, pois TALVEZ QUALQUER OUTRA andorinha possa assumir esse papel dentro de alguns minutos, quando nosso Fernão Capelo Gaivota se cansar. O TALVEZ aí é importante, pois acredito que não seja QUALQUER OUTRA, e sim algumas podem mais do que as outras, seja pela proximidade do vértice ou pelo vigor da juventude, ou por outro motivo qualquer. Ou seja, as diferenças individuais levam a assimetrias na dinâmica dessa estrutura.
Em termos teóricos: acredito que possamos aceitar a presença e importância da hierarquia contingente nas redes, e, em se tratando de redes HUMANAS, consequentemente o papel do LÍDER. Em termos de TRANSIÇÃO ORGANIZACIONAL, isso implica a importância de PROCESSOS de desenvolvimento de competências em liderança democrática, mas não obstante LIDERANÇA.
É uma multiplicidade de temas, e me coloco, como não poderia deixar de ser, na posição de aprendente ávido, querendo ouvir de quem sabe mais (ou melhor, de quem frequenta mais fontes do que eu, ou de quem frequenta melhor algumas das fontes que eu já frequento) o que já se pensou sobre cada uma dessas indagações.
De novo, acho que estamos num grande hipertexto. Em mais uma meta-observação, acho que chegamos ao limite do que esta ferramenta permite, e que o que nossa tecnologia atual nos oferece nessa fronteira é o wiki. Mas isso também é conversa para um outro tópico.
Um abração
Sérgio
Una ocurrencia:
Lo obvio a veces parese tonto sin serlo y quizás lo que vaya a decir sea una tontera, Pero leyendo las respuestas de Augusto, lo que me surge es que el problema de la jerarquía (o las jerarquías) es, probablemente, sólo un problema, un tema, una cuestión "humana". Estamos "programados" para ver jerarquías, para buscarlas. Aprendimos a pensar en términos de jerarquías. El meta programa de aprendizaje que significa esta red sería dejar de pensar en términos de jerarquías, sacarse los anteojos de las jerarquías. Imagino que cuando Viviane dice el río, el ecosistema, el planeta... se refiere a un cambio de foco, como jugar con el zoom de una cámara. Es simplemente un punto de vista, pero el sistema, la red, es siempre todo eso, todo a la vez, todo interconectado. Es el sistema de la vida, todo, con nosotros adentro, no con nosotros de observadores que lo miramos por TV.
Segunda ocurrencia:
Creo que hablar de alguna forma de liderazgo tampoco es útil. Yo retomaría el concepto que usamos los gestálticos que es el de "facilitador". Facilitador de un proceso y toma de contacto por parte de otra persona, para que ella misma pueda "darse cuenta" (y sólo si tiene ganas) de lo que quiere, necesita, etc. El facilitador no desea nada para el otro. No desea ningún tipo de cura, no procura ningún tipo de estado pre-definido como mejor o peor. El único que sabe o puede reconocer lo que necesita es la otra persona.
El facilitador ni siquiera se aproxima a lo que en el libro de La araña y la estrella de mar refieren como el catalizador. Porque el catalizador tiene una intención. Sin embargo, el facilitador aprende una manera de entrar en relación que necesariamente reniega del poder y la jerarquía. Sabe (y debe recordar) que no sabe ni sabrá nunca lo que el otro necesita. No es su tarea y no es sano promover algo para el otro, pues es reafirmar la idea de que hay alguien que sabe más, que es más poderoso, que es más sano o que la perfección es relevante. Eso sería reafirmar la patología de nuestra cultura autoritaria.
Me comprometo a busacar de nuevo en mis libros de Fritz Perls y otros para ver como retomo alguno de esos temas, ahora, desde la perspectiva de lo que aquí se trabaja.
Saludos para todos
Bem-vindo a
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