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Hola Lia
Muito bom você ter colocado a diferença entre "liderança" e "facilitação".
Isso me facilita comentar especificamente um ponto que me parece ser onde estamos divergindo: para mim a facilitação não resolve os problemas que requerem liderança de fato.
Talvez seja nesse ponto que estou tendo também problemas em aceitar a tese do Augusto de que na rede não há hierarquias. Foi ótimo ele ter também separado a ideia de hierarquias de outro tipo.
Quero, portanto, defender meu entendimento:
Creio que sim, liderança é necessária na organização em rede, e não se trata de facilitação. É liderança mesmo, no sentido de: trazer novas visões e propor prioridades, conquistar corações e mentes para essas novas visões, agregar energias da rede para perseguir as novas visões, e até mesmo investir por conta própria mais energias do que os outros investem para que a visão se materialize. Caso concreto aqui é o próprio Augusto. Denominar isso como facilitação é, a meu ver, empobrecer o conceito de liderança, desnecessariamente. Além disso, há toda uma tradição de pesquisa e pensamento sobre liderança que não temos motivo para não aproveitar. Uma contribuição bem recente, que ainda não li mas quero ler com mais quem estiver interessado é Vejam Howard Gardner, LEADING MINDS: ANATOMY OF LEADERSHIP.
2. Hierarquia dentro de redes humanas distribuídas. Vejo isso como tema relacionado ao anterior. Por que? Tento fundamentar essa convicção teórica com o seguinte: lembro-me de ter lido há 30 anos um debate entre Chomsky e Skinner no jornal Opinião, sobre a importância da cognição humana, e o reducionismo que é analisar o indivíduo apenas no nível do comportamento. Hierarquia, para mim, se faz necessária, e é natural, em vista das diferenças em conhecimentos, habilidades e atitudes inerentes a nossa espécie. Creio que os modelos biológicos explicam parte de nossos fenômenos sociais, mas apenas parte. A psique individual e a psique coletiva não podem ser explicadas apenas pelo biológico. Os modelos de inteligência coletiva trazem muitas luzes para nosso entendimento, mas não suficientes.
Creio que mesmo no campo de estudos da complexidade existam essas sutilezas. Preciso estudar mais sobre isso para poder fundamentar, mas creio que haja diferenças básicas nesse aspecto entre as visões de Maturana e de Morin. Para avançar nesse ponto, convidarei para essa discussão a Neli Mengalli, que uma vez me fez ver algumas dessas diferenças.
3. Acho que o Boyle traz essa questão de forma clara, quando se refere a "concorrência" versus hierarquia. "¿Qué diferencia habría entonces entre concurrencia y jerarquía? Le dimos muchas vueltas a la cosa y creo tener la respuesta. La diferencia es la alternancia. La concurrencia es variable, la jerarquía es estática, inamovible.". Mas eu quero ainda assim argumentar o seguinte: se nominarmos como não sendo hierarquia, podemos deixar passar a oportunidade de contribuirmos para uma visão transformadora da hierarquia e da liderança, com base em todo o legado que temos de pesquisas nesses temas.
Eu chamaria de hierarquias dinâmicas e múltiplas, ou algo assim, para caracterizar que as necessidades de hierarquia existem dentro das redes humanas, diferentemente talvez dos outros animais sociais.
PS: quero enfatizar aqui a minha gratidão a todos, e especialmente ao Augusto. Este é o momento em que mais me sinto participando de fato de uma Escola.
Um abraço a todos
Sérgio
Tonteras (ou tonterías?) inspiradas pela Lía, aqui e ali. Obrigado Lía!
Car@s tod@s.
Que falta nos faz os tais "óculos de ver rede", não é mesmo? Acredito que teríamos uma grande surpresa com o que veríamos ao usá-los...
Teorias, conceitos, gráficos e modelos matemáticos só podem "ver" aquilo que, primariamente, permitimos que pudessem perceber. Sempre estará em questão a percepção/concepção original de pessoa/sociedade/universo que o concebedor já tinha sobre o concebido. E sobre o que o motiva.
Como agravo, os conceitos e instrumentos não são utilizados só por quem os cria. Pelo contrário, são apropriados por todos que deles tomam conhecimento e vêem nele "valor", mas cada um com suas próprias percepções/concepções e motivações. Não se trata, é claro, de não se criar conceitos ou modelos. Trata-se de não perder de vista de que não são "reais" e de que são, invariavelmente, instrumentais (possuem, na sua origem, concepções de universo e motivações).
Correndo o risco de ser demasiado simplista, cito a resposta de Matisse ao observador que ria do cachorro azul na sua obra: "Senhor, isto não é um cachorro, é um quadro!"
E insistindo no simplismo: Dificilmente encontraremos hoje um físico (Augusto?) que discorde da afirmação de que o átomo "não existe". Mas a bomba atômica "existe"!
Não podemos atribuir nossa incapacidade em nos livrármos de tais "amarras antropocêntricas" a falta de insights libertadores, por exemplo:
"So'Ham" (Eu Sou) - dos Vedas
"Tudo que está em cima, está em baixo também" (Alquimistas)
"O Cosmo é fractal, o fractal é o Cosmo" (Mandelbrot ?)
"A pessoa é a rede" (Augusto)
...
"De qualquer forma gostaria de entender como fenômenos de qualidades diferentes se relacionam num mesmo sistema." (Viviane). A pergunta que me ocorre é "para que"? (não pergunto ao Sérgio, pois creio que deixou claro no texto de introdução deste fórum) Acredito que a(s) resposta(s) a essa pergunta é fator determinante para o resultado da investigação em curso.
"Falamos, falamos, falamos sobre redes, mas - naquilo que julgamos fundamental para a nossa sobrevivência e para nossa carreira - ainda nos organizamos hierarquicamente." (Augusto)
"Você é o inimigo" (Idem)
Fraternais abraços a tod@s.
Vi después tu intervención Viviane
Gracias por el link. Estuve repasando la presentación y es mucha la información que tiene.
El pensar teórico no es mi fuerte a la hora de traducirlo en palabras, comprendo más de lo que puedo explicar.
Lo que alcanzo a ver es que para el caso de este espacio, donde tratamos de redes sociales, el fenómeno sobre el que pondría el eje es el fenómeno de lo vivo. Es como cuando se hace una distinción entre la comunicación mecánica y la comunicación humana, donde el receptor nunca interpretará el mensaje con el mismo sentido que trató de transmitir emisor (en otro espacio así andábamos con Sergio y Augusto, jaja).
Yo veo un problema inicial que radica en el hecho de ponernos a "analizar" el fenómeno, porque el fenómeno es un hecho puntual, situacional que cobra su sentido en ese presente desde el cual emerge. Cuando lo miramos retrospectivamente siempre terminamos congelando o deteniendo algo que en realidad es un momento dado de un proceso en transcurso.
En esa presentación habla de sistema estable o dinámico. Los sistemas vivos, en tanto vivos, son necesariamente dinámicos, nunca estables y las redes sociales necesitan, a mi criterio, ser interpretadas desde la perspectiva de lo que está vivo. (para los que saben más no hay "no vivo", todo el universo es un grans sitema vital).
Para abordar la complejidad desde el punto de vista "humano" me ayudo mucho este artículo de Denise Najmanovich publicado en la revista andamios que se puede localizar aquí:
http://dialnet.unirioja.es/servlet/listaarticulos?tipo_busqueda=EJE... (Por si no consigo subir el archivo)
Saludos
Una ayuda:
Veo que ni aun con el tutorial clarísimo de Luiz pude cargar los videos (copié el código que aparece en embebidos pero no veo nada) No sé que cosa se me escapa.
Les dejo los links de entrada para que alguien más inteligente que yo (jaja) colabore en esta tarea
Un video está en
http://video.google.com/videoplay?docid=-1491157396277280739&hl...
El otro video está en
http://video.google.com/videoplay?docid=-2243451187817239740
Una ayuda:
Veo que ni aun con el tutorial clarísimo de Luiz pude cargar los videos (copié el código que aparece en embebidos pero no veo nada) No sé que cosa se me escapa.
Les dejo los links de entrada para que alguien más inteligente que yo (jaja) colabore en esta tarea
Un video está en
http://video.google.com/videoplay?docid=-1491157396277280739&hl...
El otro video está en
http://video.google.com/videoplay?docid=-2243451187817239740
Luis, eu gostaria de entender isto pois são fenômenos que constato trabalhando com redes, na abordagem que faço delas como sistemas abertos e complexos, e meu jeito de viver as coisas que vivo é procurar compreendê-las, mesmo sabendo que isto é uma construção pessoal que tem mais ver comigo do quem a realidade. Parece que disso não escapamos, não é mesmo?...
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