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Quando encontrei hoje em Curitiba pessoas que leram sobre o simpósio, a primeira pergunta que fizeram foi como é possível realizar um evento desorganizado que se organiza em seu encaminhamento?
Achei interessante a questão, porque foi a tônica da realização do simpósio da escola de redes. Expliquei que uma coisa era óbvia: as pessoas presentes em Campos do Jordão tinham o desejo em comum de tratar das redes sociais. Apenas isso. O que veio então fluiu da construção (desconstruída) sobre o que achávamos ´gostoso´ abordar nas conversas travadas e alinhavadas no decorrer das situações - múltiplas pelo fato de que rompiam de acordo com o fluxo dos acontecimentos.
Olhem, portanto, como surge, nasce e experimentamos algo diferente. E que a rede funciona como o emarenhamento orgânico da fluição de intuições de idéias que se se conectam e se prosperam sem qualquer princípio enfadonho de linhas coercitivas de pensamentos.
Ninguém muda nada e não se subverte a ordem. Falo de uma ordem intransferível que perpassa as características, crenças e pertencimento de cada indivíduo. Mas nos damos conta de que a conexão entre as pessoas pode acrescentar e fazer pensar em torno de fenômenos espontâneos de pactuação de sentimentos. Afinal convergimos e divergimos. Chegamos a um ponto de vista de que o quatro pode não vir da soma de 2. E que o anel azul do dedo anular pode ser preto. Ou que o anul preto do dedo anular pode ser azul. Depende da perspectiva do olhar, da localização e da iluminação.
O simpósio pra mim foi isso. A descoberta ou despertar de uma fenda possibilitando um conhecimento da multiplicidade das coisas. E acho que esta é a base da escola de redes: não ser nada e ser tudo. Ser um ambiente que ensina e confunde. Que acrescenta e subtrai. Que permite acima de tudo perceber nossa complexidade de relações. Para que serve e qual será o futuro de E = R? Eu não sei. Ninguém definiu visto que somos nada herméticos.
O João, no Ceará, foi preso por causa dos pães num congresso da União dos Estudantes anos e anos atrás. Depois foi detido em Curitiba. Nos dois lugares não houve o encontro pretendido. Então estudou no Chile e na Alemanha. Tornou-se médico. Hoje trabalha com redes sociais e com a mente humana. Tenta, entre tantas outras inquietações, entender a transição organizacional.
A Gilmara, do RS, está empolgada em utilizar conhecimentos de redes sociais para aplicar em seu ambiente de trabalho. Não há nada nem ninguém excluído, porque depende das perspectiva do que seja tal exclusão, segundo o pensamento de pessoas que fazem um trabalho esplendoroso (no meu ponto de vista) em Salvador. E a Vivianne colocou-se de forma absolutamente compreensível: redes de instituições empodera quem quer apoderar-se...
Divino tudo isso. Uma riquesa. Um prato quente e cheio para os papagaios ou papagallis. Estes deram o tom de uma organização a partir de algo desconstruído. Praticaram o Open Space. E nós, ávidos por nada quadrado e convencional, participamos do jogo. Quanta inquitação e angústia nas almas. Mas quanto preenchimento de vazios inexplicáveis.
Eu, pelo menos, não consigo mensurar nada do que foi o simpósio. Só sei que foi. E foi algo muito bom pra minha mente e pro meu espírito!
Abraço a todos,
Marinho
Augusto:
As agendas que anotei foram as seguintes:
Redes de profissionais (Sérgio)
Para que servem e a quem servem as Redes Sociais (Ronaldo)
Empregabilidade, Amadorismo, e Rede (Fabiano)
Manual para o uso do NING Luis G)
Organizar Simpósio da Escola de Rede do Nodo SP (Carlos)
Audiolivro Pirata ( Luiz)
Conexão é diferente de interação ( Viviane)
Como acolher a manifestação de liderança em uma rede sem rejeitá-la como manifestação de hierarquia. (Yuri)
Funcionamento de Rede Fechada, mas horizontal (Gilmara)
Abração do
João
Bem-vindo a
Escola de Redes
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