Vamos comentar esta declaração que o ministro Fernando Haddad (Educação), fez na terça-feira (11/01) onde ele voltou a negar que a crise financeira mundial afetará os investimentos do governo federal em educação.
"Temos um plano plurianual que prevê investimentos em educação até 2011 e isso não mudará", afirmou Haddad, em Brasília.
Eu inicio essa questão com a ideia de que as universidade já se preparem para uma possível diminuição no número de alunos que cursam pós-graduação. Isso porque, apesar de não haver uma estimativa oficial, muitos pós-graduandos cursam universidades particulares com o auxílio das empresas onde trabalham. Com a crise, é possível que algumas empresas diminuam este benefício dos funcionários.
Investimento de quanto? Educação nunca foi prioridade nesse país. Se o Sr. Cristóvão Buarque não ganhou a eleição presidencial foi porque havia um país faminto de comida e não de educação. Tudo bem que para comer melhor, hoje, é preciso diploma. Mas... e depois?
Se as previsões do governo se concretizarem e o país crescer este ano 1%, mesmo sendo uma vergonha, ainda assim a desaceleração nos demonstrará que o caminho seguido por Meireles (BC), mantendo os juros na extratosfera, é um equivoco. Se o problema estava na demanda reprimida, o erro estava na falta de planejamento de longo prazo e nos investimentos em infra-estrutura, geração de energia e educação.
Agora pode ser muito tarde, pois o trem da historia ja passou, e quem foi objetivo conseguiu ganhar e muito com a euforia anterior.
vamos observar o mercado e ver se daqui a pouco os cortes não irão acontecer, e, então aquilo que ja era tão pouco será atingido e talvez restará uns caraminguás para o ministro gastar com propagnada...
Sei que comprarei uma briga com os integrantes do grupo, mas sou obrigado a me posicionar.
Sou doutorando em administração e trabalho na área de captação de recursos de um Pólo Tecnológico, baseado em uma Universidade conceituada no Sul do Brasil, a UNISINOS, avaliada pelo Capes como a 3ª melhor Universidade particular do Brasil e melhor da região Sul do Brasil e que conta com 350 doutores das mas diversas áreas.
Esse preambulo não teve a finalidade de enaltecer a instituição, mas para demonstrar que é um ambiente de pesquisa diferenciado no Brasil.
O que observei na minha atividade?
- Os orgãos de fomento períodicamente tem de lançar novos editais, por falta de Projetos minimamente adequados às exigencias, que não são assim nada extraordinárias.
- Existe uma pressão acadêmica por publicação científica, como indicador de produtividade na academia, assim a captação de recursos pode ficar relegada.
- Existe um certo receio de aproximação com a iniciativa privada, que pode dispor de até 1,5% de seus respetivos faturamentos, para o financiamento de pesquisa aplicada, que permite a concessão de bolsas de pósgraduação.
Muitos editais pemitem a concessão de bolsas de de pós.
O que vejo é que a academia acha que as bolsas devam cair no colo das mesmas, sempre pelas mesmas vias, sem um claro esforço em obte-las.
Sei que desagradei a alguns, mas não poderia deixar de expor me pensamento sobre o assunto.