Escola de Redes

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Cintia Alves

Estudo de Projetos Sociais Participativos

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Estudo de Projetos Sociais Participativos

Grupo de estudos de caso sobre práticas de projetos sociais participativos.

Membros: 81
Última atividade: 19 Nov

REFLEXÃO SOBRE METODOLOGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL

Depois de um longo inverno, ou melhor dizendo, ainda nele, resolvi dar uma mexida na proposta deste grupo. Assim sendo, ao invés de estudarmos um case penso que seria produtivo conversarmos sobre metodologias de desenvolvimento comunitário que pressuponham a formação de redes para a garantia da sustentabilidade.
Assim não ficamos engessados na discussão de um único case, mas partiremos para o diálogo sobre a prática de cada um.
Coloquei o texto da Veracel no Fórum proposto pelo Sérgio.
O que acham?

Fórum de discussão

Cintia Alves

QUAL É A SUA EXPECTATIVA COM RELAÇÃO A ESTE GRUPO? 7 respostas 

Iniciado por Cintia Alves. Última resposta de Isadora Kimura 15 Nov.

Sergio Storch

Listagem de casos de projetos sociais participativos 4 respostas 

Iniciado por Sergio Storch. Última resposta de Cida Medeiros 20 Set.

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Rafael Reinehr Comentário de Rafael Reinehr em 14 agosto 2009 às 1:12
Oi Cintia. Tento responder do ponto de vista do trabalho que venho realizando:

Como podemos cooperarar para a construção desse conhecimento coletivo?

Desenvolvendo uma plataforma aperfeiçoada em relação ao que temos hoje em língua portuguesa, para que os atores envolvidos no processo de desenvolvimento comunitário possam articular melhor as atividades necessárias a este mesmo desenvolvimento.
Esta melhor articulação passa por alguns quesitos:
1. Auxiliar no processo de transladar teoria em prática
2. Permitir que os grupos que se formam localmente possam interagir com grupos distantes no espaço, compartilhando experiências à mesma medida em que as mesmas ocorrem, em um processo contínuo de ação-aprendizagem-adaptação-aprendizagem
3. Nessa mesma plataforma, garantir o arquivamento (dinâmico) do conhecimento previamente estruturado necessário às diferentes atividades, bem como possibilitar o aperfeiçoamento deste mesmo conhecimento à medida em que novos estimulos e experiências mostrem ser necessário adaptá-lo
4. Oferecer gratuitamente uma miríade de ferramentas de formação de rede para os atores sociais, além de oferecer treinamento através de Tutoriais ou Representantes Locais treinados para orientar sobre os aspectos básicos de uma rede

Qual é a disponibilidade que devemos ter para que tenhamos algum azimute para as nossas discussões?

Não sei responder a esta questão.

Qual é a função social da existência desse grupo?

Ajudar mutuamente os integrantes do mesmo a potencializar os projetos nos quais os mesmos estão envolvidos, desde que estes projetos garantam justiça social ou ambiental de alguma forma seria uma das respostas possíveis. Eu, por exemplo, estou louco para pedir uma avaliação crítica dos confrades daqui sobre o projeto no qual venho trabalhando, mas não sei se é este o espaço propício. Aguardo sua resposta, como criadora do grupo.
Cintia Alves Comentário de Cintia Alves em 11 agosto 2009 às 12:44
Boa tarde a todos,
Recebi uma mensagem muito interessante da Fernanda, que acabou de entre neste grupo. Como ela entrou agora, pede orientações de como participar ativamente. Devolvo essa pergunta ao grupo. Como podemos cooperarar para a construção desse conhecimento coletivo? Qual é a disponibilidade que devemos ter para que tenhamos algum azimute para as nossas discussões?
Vou parafrasear aqui uma pergunta sobre a qual os participantes do Seminário promovido pelo Senac, para o qual os convidei, debruçaram-se durante algumas horas no dia 31/07: qual é a função social da existência desse grupo?
Célia Schlithler Comentário de Célia Schlithler em 28 julho 2009 às 14:30
De acordo Cintia! Hummm, interessante esta sua formulação: "metodologias de desenvolvimento comunitário que pressuponham a formação de redes para a garantia da sustentabilidade". A metodologia que adoto inclui a formação de facilitadores, o que já é um bom tema para nossa conversa, dado que nem todos concordam com essa estratégia. Mais alguém forma facilitadores de redes?
Cintia Alves Comentário de Cintia Alves em 28 julho 2009 às 9:14
Olá, amigos,

No próximo dia 31 de julho, sexta-feira, vai acontecer na FECOMERCIO o Seminário Empreendedorismo e Desenvolvimento na América Latina.

Usando as palavras do site: " O seminário é parte de uma das estratégias do Programa de Desenvolvimento Local para América Latina e Caribe, do Senac São Paulo, e tem como objetivo dialogar e compartilhar experiências de empreendedorismo e desenvolvimento local, criando conhecimento coletivamente".
Participo desse processo em uma ação que acontece na cidade de Catanduva, mais especificamente no Conjunto Residencial Anuar Pachá. Lá, nós temos apoiado a comunidade para que se organize em rede para o diálogo sobre o desenvolvimento e elaboração de um Plano de Ação de longo prazo para a sustentabilidade do bairro.
O formato do evento é baseado no World Café, não sei se todo mundo conhece, mas não é um seminário no estilo alguém muito sabido vem dar uma aula, muito pelo contrário, a idéia é dialogar.
No final do evento, serão premiados 20 empreendimentos selecionados dentre os 88 criados dentro do Programa Empreender para Desenvolver (aliás um é de Catanduva!), que era um programa do Senac destinado a fomentar o empreendedorismo, criação e gestão de pequenos negócios. Esse programa hoje chama Empreendedor em Pequenos Negócios e tem sido um ótimo pilar para geração de emprego e renda na comunidade do Pachá.
Sei que pode parecer um pouco institucional, mas acredito que essa seja uma ótima oportunidade para discutir sobre uma Metodologia para o desenvolvimento baseada no princípio da participação e empoderamento da comunidade.

Para saber mais e se inscrever acesse o link.
Cintia Alves Comentário de Cintia Alves em 28 julho 2009 às 8:24
Bom dia, Rogério,
Gostaria que enviasse referência sobre a ação da Veracel.
Quero esclarecer que a idéia não é perseguir uma empresa, mas compreender o que há de efetivamente participativo em suas ações.
Obrigada.
rogerio duarte do pateo Comentário de rogerio duarte do pateo em 2 julho 2009 às 17:10
Olá,

acho que temos q tomar cuidado com essas 'ações institucionais'. A Veracel Celulose (entre outras) é acusada de uma série de abusos contra direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais, e as grandes plntações de eucalipto tem um impacto ambiental terrível, sobretudo na qualidade do solo, água, etc...se alguém se interessar pelo questão posso enviar referêcias...

[]s
R.
Sérgio Luis Langer Comentário de Sérgio Luis Langer em 30 junho 2009 às 14:02
As redes sociais, como a própria temática proposta (e abordada) permite determinar o seu dimensionamento, não fundamentam-se em mecanismos diferenciados de pessoalidade, que garantam a promoção de egocentrismos ou individualidades pertinentes. Muito pelo contrário. Ao debatermos ou depararmo-nos com realidades existenciais diferenciadas, segundo o comparilhamento íntegro e consciente em uma responsabilização direta pelos valores implicados à dignidade humana (como unidade vital associada ao comportamento coletivo do desenvolvimento), promovemos o aprimoramento complexo sobre compreensão, instrução e complementareidade das realidades nas quais estamos inseridos. Ainda assim, a realidade contextualizada mediante mecanismos dinâmicos de transformações sequenciais (sendo estes, passíveis de convergência ou divergência), contínuas e relacionadas às proposições de idéias, para que se possa confrontá-las com a forma de organização compatível aos anseios de sustentabilidade, deve ser priorizada na sua fundamentação como projeção analítica da sociedade, instituida mediante impactos (paralelos, diretos ou não) e rumos a serem determinados e estrategicamente amenizados.
Rafael Reinehr Comentário de Rafael Reinehr em 20 junho 2009 às 9:55
Augusto, tens razão. Tudo começa pela palavra que utilizamos para expressar nossas ações.

Durante muito tempo utilizou-se (e ainda se utilizam) metáforas de guerra dentro da administração, da economia e da sociologia, e termos como luta, confronto, batalha, "minaram", armas e outros fazem parte do discurso comum destas áreas. O discurso biológico que lhe seguiu também foi uma forma de deixar o lado mecanicista e bélico de ver a vida e as relações entre homem e natureza mas não deixa de ser uma forma de aproximar o interlocutor com as ideias de quem está falando.

Dentro de uma experiência social coletiva, por vezes utilizamos ainda terminologias (e, como bem apontaste, METODOLOGIAS) arcaicas, aproximando-nos mais de um "projeto social participativo", como bem demonstraste. Questiono até que ponto o uso destas terminologias inadequadas para o momentum que vivemos - de transição para uma verdadeira EXPERIÊNCIA SOCIAL COLETIVA - não são necessários para que uma grande massa de pessoas ainda não familiarizadas com as novas terminologias se aproximem.

Navegando em diferentes espaços, percebo como é difícil a comunicação, como é difícil fazer-se entender, usando vocábulos usuais da língua portuguesa. Percebo que precisamos ainda criar uma linguagem que aprimore este entendimento por parte do interlocutor, e muitas vezes falhamos porque estamos nos dirigindo à razão de quem queremos tocar, e não ao seu lado emocional - que precisa ser tocado para que haja de fato uma experimentação coletiva de vivências e não só a expressão de poucos interessados no coletivo (ou no seu próprio desfecho).

Pessoalmente, posso dizer que o surgimento e a descoberta por minha parte desta Escola de Redes foi em momento fundamental para guiar as experiências que estou realizando e compartilhando, sendo útil inclusive para modelar o discurso e inculcar novas visões entre os participantes.

A prática é o que leva à perfeição, é o que dizem. Apesar deste conceito (perfeição) não significar muito para mim, creio que a perfectibilidade, ou a busca de melhorar sempre é uma característica que devemos manter. Por isso continuarei atento.

E adoro pimentas (no sentido literal).
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 20 junho 2009 às 8:04
Uma "pimentinha" na discussão deste grupo:

Redes são ambientes de interação, não de participação

A palavra participação designa uma noção construída por fora da interação. Participar é se tornar parte ou partícipe de algo que não foi reinventado no instante mesmo em que uma configuração coletiva de interações se estabeleceu, mas algo que foi (já estava) dado ex ante. Como se a gente sempre participasse de algo “dos outros”. Não é por acaso que a expressão 'democracia participativa' é aplicada até hoje para designar diversas formas de arrebanhamento, inclusive uma variedade de experiências assembleísticas adversariais, onde a tônica é a luta, a disputa por maioria e se pratica a política como “arte da guerra” lançando-se mão de modos de regulação de conflitos que geram artificialmente escassez (como a votação, o rodízio, a construção administrada de consenso e, inclusive, o sorteio).

Então... projetos sociais participativos ou experiências sociais interativas (em rede)? Esta pergunta provocadora é a "pimentinha"!
Beatrice Gropp Comentário de Beatrice Gropp em 20 junho 2009 às 7:53
Olá, andei ficando na " escuta" desta rede em contrução. E todos nos sabemos o quanto é mais dificil escutar. Se a prática da escuta fosse simples viveríamos num mundo de diálogos efetivos e verdadeiros com alto potencial de transformação! Pretendo aos poucos abordar dois temas que movem meu trabalho: processos colaborativos e inteligencia coletiva. Hoje lembrando que desde suas origens o que nós antropólogos fazemos ao entrarmos numa comunidade é mapear as redes sociais através das quais vamos nos relacionando para conhecer a realidade local. Os projetos sociais são participativos por definição. O compartilhamento de histórias é fundamental para a aprendizagem e quanto mais empiria melhor a teoria - portanto obrigada pelo compartilhamento da história Veracel e que possamos compartilhar muitas outras!
abraços
Beatrice
 

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