Escola de Redes

A escola é a rede

Cintia Alves

Estudo de Projetos Sociais Participativos

Informação

Estudo de Projetos Sociais Participativos

Grupo de estudos de caso sobre práticas de projetos sociais participativos.

Membros: 81
Última atividade: 19 Nov

REFLEXÃO SOBRE METODOLOGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL

Depois de um longo inverno, ou melhor dizendo, ainda nele, resolvi dar uma mexida na proposta deste grupo. Assim sendo, ao invés de estudarmos um case penso que seria produtivo conversarmos sobre metodologias de desenvolvimento comunitário que pressuponham a formação de redes para a garantia da sustentabilidade.
Assim não ficamos engessados na discussão de um único case, mas partiremos para o diálogo sobre a prática de cada um.
Coloquei o texto da Veracel no Fórum proposto pelo Sérgio.
O que acham?

Fórum de discussão

Cintia Alves

QUAL É A SUA EXPECTATIVA COM RELAÇÃO A ESTE GRUPO? 7 respostas 

Iniciado por Cintia Alves. Última resposta de Isadora Kimura 15 Nov.

Sergio Storch

Listagem de casos de projetos sociais participativos 4 respostas 

Iniciado por Sergio Storch. Última resposta de Cida Medeiros 20 Set.

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Rafael Reinehr Comentário de Rafael Reinehr em 19 junho 2009 às 19:38
Caros Diego, Cintia, Sergio e demais integrantes do grupo. A iniciativa da qual falei abaixo está navegando, ainda com poucos remadores, mas ja consigo ver, lááááá no horizonte, um montinho de terra...

Os questionamentos são os mesmos daqui: pessoas entram quase todos os dias, mas participação ativa é restrita a um pequeníssimo grupo. É claro que entendo que muitas pessoas são mais práticas e náo querem divulgar tudo que andam fazendo (mesmo que isso possa servir de exemplo e notícia para outros), outras ainda estão "se organizando" para começarem a fazer algo de fato, mas gostaria de ver mais coisas acontecendo por lá.

Mas já achei o caminho e estou atuando todo dia, graças às minhas mãos e de algumas pessoas que estou contratando com o pouco que tenho para serem minhas mãos também.

Gostaria muito de manter contato mais intenso com vocês, e para tanto disponibilizo meu MSN armazemdeideiasideais@hotmail.com.

Um abraço fraterno,

Rafael Reinehr
Coolmeia, Ideias em Cooperação
Diego de Itu Comentário de Diego de Itu em 19 junho 2009 às 18:29
Car@s Rafael, Cintia e Sérgio!

Desculpem a demora... li nos dias da publicação e a conexão que a CIntia fez ao comentário do Rafael que tratava de uma vontade me fez vivenciar o silêncio do coletivo. A espera por outras respostas motivou o atraso, o dia a dia motiva o esquecimento, a vida motiva o reviver e retomar sempre! Destrinchando:

A conexão acredito é que caminhando no conhecimento através de estudos e pesquisas podemos sim ampliar o respeito a aspectos da realidade que vem a tona somente no contato e diálogo entre os envolvidos. Creio Rafael que seja no ambiente virtual ou no físico, os princípios são os mesmos. Assim é totalmente interdependente construir uma horta ou espiral de ervas, ir almoçar com a família e depois sentar-se na frente do PC e desenvolver gadgets com o google. O importante é produzir, o que o Homem faz bastante.

O texto da Sherry Arnstein está aqui (em inglês)

Neste texto quando ela trata de poder delegado há uma discussão interessante sobre representatividade em conselhos. Aponta as diferenças entre cidades que teoriamente seguiriam os mesmos preceitos.

Atuando em ONG´s, empresas e Coletivos Jovens de Meio Ambiente já participei de vários Encontros, Seminários, e coisas deste tipo. Vi muitos seminários serem abordados como apresentação de determinados temas porém meu nome e assinatura na lista de presença e o acompanhamento das atividades me fez crer que além de seminários aqueles espaços eram deliberativos, paspem, sobre questões cruciais do sistema democrático. Vide o absurdo das negociações internacionais relativas ao pós-Kyoto, a COP15 que acontecerá em dezembro.

Não acredito num mundo onde nos vemos como inimigos. Se assim o fosse não participaria de tantos coletivos onde reconheço irmãos, de luta, estudos, reflexões, risadas, construções enfim, uma série de sensações e concretizações que a idéia de continuum afetivo entre os seres humanos vem bem a calhar. Ó esse artigo aqui sobre afetividade.

Assim Cintia acho que as pessoas aderem a um grupo virtual e não dizem nada porque não necessitam do "dizer". Necessitam de uma expansão continua de suas idéias, de uma relação q o mundo virtual através de bytes materializa. E como em todo sistema dinâmico é necessário retroalimentação, é pecado sim as Pessoas entrarem e não emitirem nenhum pouquinho de energia :)

O ser humano é único no pressuposto do livre arbítrio, certo? Ele decide ou não se quer quebrar (ou não) o equilíbrio dos mundos. O equilíbrio é o caos, a ordem quem tenta impor é a cultura, a teia onde o ser humano está imerso na pegada do Clifford Geertz.

Sendo direto no tema: creio que está para ser criado ainda um "Projeto Social Participativo" no degrau 08 da Sherry Arnstein, mas temos um montão de coisa pra tratar dos primeiros sete!

Abração!
INté!
Sérgio Luis Langer Comentário de Sérgio Luis Langer em 25 maio 2009 às 13:54
O enfrentamento dos problemas urbanos sob a ótica do desenvolvimento sustentável, gera uma nova agenda de questões e exige formas alternativas de gestão, incorporando-se a participação democrática e educativa da sociedade e novas tecnologias de apoio, almejando a acessibilidade de informações e a avaliação permanente do crescimento urbano; constituindo-se por, muito mais do que fórmulas regidas por parâmetros ideais, que tem sua viabilidade expressa no âmbito municipal e que apresenta como princípio básico, a articulação das diversas dimensões da realidade urbana, sejam elas: sociais, culturais, educacionais, econômicas, ambientais, territoriais, científicas, tecnológicas, políticas ou institucionais.
Cintia Alves Comentário de Cintia Alves em 20 abril 2009 às 18:21
Diego e Rafael!
Adorei ver que o assunto, apesar de adormecido não morreu.
Também fiquei muito interessada no texto do Sherry Arnstein e sobre a colocação do Diego de que as organizações decidem quando e como deve ser o processo de desenvolvimento das comunidades. A minha pergunta é se isso artificializa o plano ou se tem que ser assim mesmo: alguém tem que tomar a iniciativa.
Há algum tempo propus como tema para um Fórum neste Ning, que eu acabei apagando porque ninguém respondeu, se a iniciativa da rede podia partir de alguém e depois as pessoas entrariam nesta proposta e se empoderariam. O Augusto, muito delicadamente, mandou eu ler e me informar mais sobre o assunto...rs. Foi o que eu fiz, aliás, é o que tenho feito deste então.
O que acontece é que a participação não é algo que podemos direcionar, não dentro de uma organização não hierárquica e democrática, como a Rede. Os indivíduos têm seus próprios desejos, anseios e, sobretudo, prioridades. Cada um se move de acordo com seus próprios interesses, porque aprendemos dessa maneira. Temos muito arraigada dentro de nós essa concepção de que devemos ocupar sozinhos o topo do mundo, de que devemos ter os nossos 15 minutos de fama, com uma grande ação individual.
O Augusto publicou um texto chamado Cada um no seu quadrado que me atingiu como um tapa, porque diz, entre outras coisas, que somos seres competitivos e despóticos, que o espírito colaborativo não faz parte da nossa natureza, que cada um enxerga o outro como um inimigo em potencial.
Muitas vezes fiquei tentada a eliminar esse grupo, porque ninguém respondia à minha pergunta, mas, pela lógica da rede, eu não tenho esse direito, porque o grupo não me pertence, ele é de quem participa dele. Está certo que eu queria que as pessoas participassem de uma maneira x e não y, mas esse é um problema que eu tenho que resolver com o meu analista, ou com um analista de redes, talvez seja melhor neste caso específico.
Espantou-me que nada fosse dito, mas que, no entanto, as adesões ao grupo acontecessem quase diariamente, num determinado período: e isso é participar, quer eu queira ou não. E é uma participação bastante significativa porque faz investigar o porquê. Por que as pessoas continuam aderindo ao grupo mas não dizem nada? Qual é a expectativa? Talvez as pessoas queiram apenas dizer: “Ei, eu estou aqui e estou pensando nisso!”. Talvez queiram se unir pelo silêncio. De qualquer forma, não tenho o direito de dizimar o grupo porque as 39 pessoas que estão aqui não agem de acordo com as minhas expectativas.
Visitamos as “nossas comunidades carentes” com o mesmo olhar que um dia os portugueses tiveram sobre a nossa gloriosa terra. Estamos indo para iluminá-los, apontar seus talentos e necessidades, dizer como eles devem se desenvolver e melhorar seu habitat. Mas será que isso é legítimo? Será que alguém quer isso? Será que temos o direito de dizer como eles devem seguir?
Criei esse grupo pela necessidade da minha própria ignorância. Confesso que a cada dia consigo ter mais incertezas sobre o tema Projetos Sociais Participativos. Mas esse silêncio que, num determinado tempo, atordoou-me, mostrou-se muito revelador.
Afinal, a participação é o que é e não o que eu quero que seja.
Rafael Reinehr Comentário de Rafael Reinehr em 12 abril 2009 às 21:53
Diego, muito me interessa este texto de Sherry Arnstein - já que minha busca tem sido justamente por não interromper a caminhada no estágio 4 e, efetivamente, levar as comunidades ao oitavo degrau da escada.

Cintia, tenho participado de projetos colaborativos (sites colaborativos, não experiências sociais) há pelo menos 7 anos e este decaimento da participação parece ser uma regra quase perene em todos eles. Como estou novamente entrando em um projeto que busca utilizar-se das conexões em rede para elevar a participação popular em questões tão diversas como educação, autogestão, socioeconomia, justiça ambiental, e questões específicas como permacultura, economia informal, voluntariado e consumo e desenvolvimento local, tenho total interesse nas discussões que serão realizadas por aqui. Como estou lendo muito a respeito no momento (muito no pouco tempo que sobra, sejamos claros), certamente poderei colaborar em breve.
Diego de Itu Comentário de Diego de Itu em 25 março 2009 às 9:52
Poxa, e não é que encontraram União Baiana! ahaha Tenho parentes lá :D

Sobre o assunto principal, projetos sociais participativos, Sherry R. Arnstein (2002) criou uma tabela com 08 degraus onde “cada degrau corresponde à amplitude do poder da população em decidir as ações e/ou programas que lhe afetam”.

O interesse no que pude ler por aqui é que os exemplos citados sempre chegam ao público alvo após definido o objetivo do projeto. Sendo assim assumem o degrau 3 (Informação) ou 4 (consulta) e longe de situação de poder delegado (degrau 7) ou controle cidadão (degrau 8).

Enfim, uma dificuldade inerente na instauração da democracia participativa, ainda mais orientada por projetos quando a tecnologia se orienta por objetos. Não seria interessante a população decidir sobre os programas e projetos que lhe afetam?

Abração galera!
Maravilha de escola!
Cintia Alves Comentário de Cintia Alves em 7 março 2009 às 16:00
OI, Sérgio,
Adorei a sua contribuição e já adicionei um texto ao fórum que criou.
Sergio Storch Comentário de Sergio Storch em 6 março 2009 às 14:51
Oi Cíntia
Seu apelo provocou em mim uma compulsão em buscar uma forma de ativação que ponha o carro em movimento.
Pensei sobre o uso das várias mídias que estão nesta mídia. Achei que o texto inicial foi longo demais para um começo, pois gera a expectativa de que os demais textos tenham profundidade equivalente. Talvez textos dessa profundidade devam constar num banco de casos, em uma biblioteca como a que o Augusto criou. Mas o bate-bola talvez deva ser em torno de trocas mais curtas.

Pensei então em listarmos, simplesmente listarmos, sem mais comentários, empresas cujas experiências possamos começar a conhecer, à semelhança da Veracel. Isso pode ser feito usando um tópico do fórum.

Vamos experimentar?

Vou abri-lo e vamos ver o que acontece, ok?

Um beijo
Sérgio




semelhança da Veracel, possam ser estudadas
Cintia Alves Comentário de Cintia Alves em 6 março 2009 às 12:14
Este grupo está sem atividade desde segunda-feira, quando postei uma resposta à Célia. Quero lembrar que a rede, seja lá do que for, só tem sentido, se as conexões se realizarem, portanto, há a necessidade de que as pessoas se coloquem com depoimentos, dúvidas, críticas, textos, reflexões, propostas, enfim, meios de conexão para que o estudo se mantenha aquecido.
Noto que, apesar de não haver mais nenhum comentário, há novas adesões quase que diariamente, o que me motivou a escrever, caso contrário era só fechar o grupo. Vou fazer a mesma provocação que me foi feita há algumas semanas pela Clara, e que me fez participar mais ativamente deste NIng: como podemos ter trocas se as pessoas não se expõe? Não há outro meio de discussão se não pela manifestação dos indivíduos, ou mebros, como somos agora chamados no Ning.
Lembrei de uma música do Roberto Carlos em que ele diz: "Você aí sentado, levante-se, há um líder dentro de você, governe-o, faça-o falar". Pois bem, exponha-se e arrisque-se ao erro: a escola é a rede.
Cintia Alves Comentário de Cintia Alves em 2 março 2009 às 12:57
Oi, Célia,
Eu mesma achei que me coloquei mal quando disse que o foco era o texto em questão. Talvez tenha sido um pouco impertinente, no entanto, só achei que estávamos com uma tendência à dispersão e não discutindo de fato os processos participativos, estes sim o foco desse grupo.
Há aqui várias pessoas que podem contribuir com casos de sucesso ou insucesso: a Vilma, que tem uma trajetória grande em Osasco, o Fábio com a experiência do SEBRAE e outras pessoas cujas histórias poderão revelar importante fonte e pesquisa. A qualquer momento, qualquer um pode lançar um caso para ser discutido, análisado, dissecado, a fim de que possamos chegar a algum azimute no que diz respeito ao empoderamento comunitário.
O Eduardo Cunha, que esta no grupo, escreveu um interessante artigo Artigo - Entendendo Redes Sociais no Terceiro Setor. Há um parágrafo que eu gostaria de colocar para reflexão, complemenando a discussão sobre o case Veracel:

Terceiro Setor e Redes são hoje realidades intrinsecamente relacionadas. O Terceiro Setor
é, essencialmente, uma rede e aqui se pode imaginar uma grande teia de interconexões. O Terceiro Setor caracteriza-se por iniciativas, cujos profissionais envolvidos percebem a participação e colaboração como um meio eficaz de realizar transformações sociais. As organizações do Terceiro Setor procuram desenvolver ações conjuntas, operando em nível
local, regional, nacional e internacional e contribuindo para uma sociedade mais justa e democrática. A partir de diversas causas, a sociedade civil organiza-se em redes para a troca de informações, para a articulação institucional e política e para a implementação de projetos comuns. As experiências demonstram as vantagens e os resultados positivos dessas ações articuladas e dos projetos desenvolvidos em parceria.

Minha tendência natural seria sair comentado, mas gostaria de ouvir/ler a opinião do grupo.
 

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