Escola de Redes

A escola é a rede

Prezados, eis que ressurjo, qual fênix, após os percalços inerentes a uma mudança de endereço. Quero postar uma pergunta: Vocês acreditam no sucesso de uma rede a ser criada para fins de troca ou cooperação solidária? Diferentemente da Governança Local, esta rede não teria um foco na territorialidade. Ela iniciaria tipo "de cima para baixo" e seria implementada por um provedor que mantém uma pequena rede de ONGs cadastradas, para as quais desenvolveu sites gratuitamente. Obviamente, estou à disposição para atender aqueles que quiserem mais informações. Mas proponho esta reflexão rápida para conseguir o maior número de respostas ;-)
Postado por Cristina Leipnitz em 10/11/2008 no Blog do Nodo-Porto-Alegre

Tags: rede, social, solidariedade

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Respostas a este tópico

Oi Cris,

Que bom tê-la por aqui.
Quanto a pergunta, começo dizendo que o "de cima para baixo" tem hoje poucas chances de sucesso. O ideal seria conquistar a adesão voluntária de alguns "hubs", que se encarregariam de promover a iniciativa. Melhor dizendo, capacitar algumas pessoas que sejam multiplicadores. Daí sim, lançar a rede, já com adesões que servirão também como animadores e disseminadores da própria rede. A empresa poderá formatar o "produto", mas o grau de sucesso está diretamente ligado ao envolvimento das pessoas que participarão.
Fico a disposição para aprofundar o tema de forma presencial.

Postado por Silvio Belbute em 13 de Novembro de 2008 no Blog do Nodo-Porto-Alegre

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Rapidamente então;

Tendo acompanhado empresas participantes do Programa de Redes de Cooperação do SEDAI/RS e de alguma experiencia de vida, chego a uma conclusão:
Ninguem faz nada por bondade, o que não acredito que exista.
O oportunismo não é nem bom, nem mau, é simplesmente um comportamento humano.
Qualquer rede tem de ter uma liderança forte, um agente aglutinador.Sem ele a rede não se forma. Esse elemento pode ser inclusive externo a rede, mas tem na minha concepção de estar presente. No caso das redes de cooperação, foi o governo do RS, o aglutinador.
Sem uma clara demonstração das vantagens materiais da rede, somente pelo simples prazer de estar em rede, ninguem se agrupa.
Da mesma forma, sem a criação de barreiras de entrada e saida, as pessoas tendem a permanecer somente nos bons momentos, desaparecendo, quando alguma imposição lhes é feita.
A partir daí, qualquer rede pode se manter, seja ela acadêmica, solidária, empresarial, já que fundamentalmente são redes de seres humanos.
A única coisa que muda é o objetivo.

Espero não ter parecido cínico demais, mas essa é a minha crença.

Abs.

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Só me extendendo um pouco.

Em pesquisa sobre a confiança interpessoal realizada em 14 redes do SEDAI, nós encontramos um claro "U".
Inicialmente as pessoas confiam muito umas nas outras, até chegarem a um nível mínimo de confiança entre 1 e 2 anos de rede, para depois voltar a ascender.
Isso importa, porque as redes tendem a morrer pela falta de confiança entre os membros da rede. A desconfiança mina as relações e aumenta o oportunismo.
Note-se que se trata da confiança entre os membros da rede, e não na rede em si. Esta se mantem em alta, mas não é sufuciente para manter muitas redes.
Os resultados foram confirmados em 12 das 14 redes estudadas, e validados estatísticamente.
Como fomentar a confiança entre os membros é condição fundamental, em especial no 1º ano da rede, para sua sobrevivencia.

Edgar

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Boa Noite Queridos e Queridas. Sou novo na rede, me associei ainda hoje, já conheço algumas ilustres pessoas que estão conectadas a Escola de redes, assim como nosso Guru Sr. Augusto, nosso querido Cézar Busato, e também o Silvio Belbute, e isto muito me gratifica. Respondendo a pergunta: Acredito na Alteridade como solução para grande número senão a maioria absoluta dos problemas sociais que nos afligem ou interessam.
Quando as pessoas se unem para conversar, o que naquele momento corrobora a afirmação de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos.
O individualismo pode chamar de perda de tempo, de papo furado, não importa. O importante é a intenção do Grupo, como um todo, resgatando a sua propria essencia, a de ser um grupo, não um grupo que exclui ou ignora, mas um Grupo que gera em estado de pureza os extratos da Alteridade que podem ser a Solidariedade, o Conhecimento, a Ética, a Pluralidade Cultural, a Convivencia Social, entre tantos.
Obrigado e Boa Sorte a todos.

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Uma vez que, nossa sociedade articula-se conforme os pragmatismos de uma cultura muito superficial, a responsabilização direta, implica em compromissos que devem ser assumidos com a nossa própria lógica de ser. Veja bem ... O enfrentamento dos problemas urbanos sob a ótica do desenvolvimento sustentável, gera uma nova agenda de questões e exige formas alternativas de gestão, incorporando-se a participação democrática e educativa da sociedade e novas tecnologias de apoio, almejando a acessibilidade de informações e a avaliação permanente do crescimento urbano; constituindo-se por, muito mais do que fórmulas regidas por parâmetros ideais, que tem sua viabilidade expressa no âmbito municipal e que apresenta como princípio básico, a articulação das diversas dimensões da realidade urbana, sejam elas: sociais, culturais, educacionais, econômicas, ambientais, territoriais, científicas, tecnológicas, políticas ou institucionais.
Recentemente, em um debate com alguns pais de alunos (Ensino Médio - Escola Particular), perguntei à eles qual seria a idéia que eles possuem sobre um "profissional de sucesso". A resposta que lhes conferi, foi: atualmente, segundo a contextualização de nossa sociedade .... o profissional de sucesso é aquele que sabe estabelecer relações (conectar-se e trabalhar em rede, valorizando o engrandecimento da qualificação em equipe), quando fomentamos discussões processoais, nas quais o compartilhamento de experiências, garantindo a fortaleza de uma unidade (que prima pelas razões de importância) voltada para a responsabilização consigo próprio estedendo-se à todos os seres que se fazem presentes em um meio na qual estamos inseridos. "Somos eternamente responsáveis pelo que cativamos".
Precisamos ter definido, claramente, que o desenvolvimento social é compromisso de todos, e, que as necessidades de um são, também, as necessidades que preenchem os anseios de todos. O conhecimento apenas torna-se vital, quando compartilhado.
Acredito que para construirmos a nossa concepção de sustentabilidade ecossocioeconomica, devemos assumir para si responsabilidades pertinentes e, conjuntamente, prover as atitudes com a complementariedade consciente, fundamentada em uma ética direta de participação.

Sérgio Luis Langer

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