Este é um espaço para compartilharmos textos e provocações a respeito da idéia de "Democracia 2.0".
Talvez mais ameaçadora, a abertura da internet permite a grupos bem organizados simularem o apoio, "capturar e se fazer passar pela voz do povo", como disse Fishkin numa mensagem de e-mail.
Não há como voltar no tempo. Agora temos mais opinião pública exercendo pressão sobre os políticos do que nunca. A questão é como isso pode ser canalizado e filtrado para criar sociedades mais livres e bem sucedidas, porque simplesmente colocar as coisas online não é nenhum emplastro universal.
"Nesse momento, a questão não é se a internet é importante e se será utilizada por todos", disse Clay Shirky, um teórico da internet e autor de "Aí Vem Todo Mundo: O Poder de Organizar sem Organizações". Ele acrescentou, numa entrevista por telefone: "agora que ela é tão importante, é na verdade importante demais para não se pensar sobre os problemas constitucionais e de governança envolvidos".
Existe uma busca pela metáfora apropriada. Qual é o novo papel do governo: uma plataforma? Uma máquina como as de refrigerantes, na qual colocamos dinheiro para extrair serviços? Um facilitador? E qual é, de fato, o nosso novo papel - aquele pelo qual tanto esperamos?
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