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Redes na Política

Nodo para estudar a emergência de novas abordagens na política a partir das redes sociais.

Membros: 33
Última atividade: 1 hora atrás

Este grupo está ainda em fase embrionária. Por hora estamos levantando algumas questões que possam ser pertinentes dentro do foco "abordagens emergentes na política a partir das redes sociais", para em seguida estruturar em algumas perguntas de orientação a uma discussão/reflexão mais aprofundada. Sugestões, dúvidas, opiniões, provocações e links são muito bem-vindos.

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Claudio Estevam Próspero Comentário de Claudio Estevam Próspero em 19 julho 2009 às 17:37
Copio / referencio abaixo duas postagens minhas que, creio, merecem a analise deste grupo.

Às 9:30 em 2 março 2009, Claudio Estevam Próspero disse...
Carlos, bom dia.

http://escoladeredes.ning.com/profile/CarlosBoyle

Parabéns por seus trabalhos multidisciplinares.

Também sou um aprendiz de Edgar Morin (A Religação dos Saberes e A Cabeça Bem Feita - Repensar a Reforma, Reformar o Pensamento)

Na área política concordo com o que entendi de sua visão: ainda não realizamos os ideias da Revolução Francesa: Igualdade, Fraternidade, Liberdade.

Entendo que o Ocidente privilegiou, no discurso, a Liberdade, enquanto o Socialismo Real, ou Comunismo (em minha concepção, Capitalismo de Estado, onde os membros do Partido substituem o papel da Burguesia) privilegiou, no discurso, a Igualdade.

Poucos se preocuparam com a Fraternidade, que, em minha opinião, é o que permite o funcionamento harmônico e contínuo do tripé Iluminista.

Acredito que a verdadeira República, baseada em uma Democracia Social, viverá do equilíbrio dinâmico entre os três pilares: Igualdade, Fraternidade, Liberdade.

Obrigado por seus comentários nas msg´s de blog.
Um abraço
Claudio



[14/07] Liberdade, igualdade, fraternidade / La Marseillaise (tradução)
Postado por Claudio Estevam Próspero em 14 julho 2009 às 19:03

Para mais informações relacionadas recomendo a excelente série de mensagens postadas por Carlos Boyle em:

El siglo de la fraternidad
http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/el-siglo-de-la-fraternidad-1


Revolução Francesa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Em:
http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/1407-liberdade-igualdade

Abraços.
Claudio
Claudio Estevam Próspero Comentário de Claudio Estevam Próspero em 19 julho 2009 às 17:02
Comentário de Pedro Aquino em 28 maio 2009 às 17:31

Olá, Olá! Entäo aproveito para acrescentar minha intençäo de participaçäo neste grupo. O tema que venho me aprofundando é o dos mais novos indicadores sociais que estäo sendo criados para indicar o ponto de desenvolvimento em que estamos, na perspectiva econômica e muito para além disso, na perspectiva das relaçöes humanas, quer dizer: bem-estar e felicidade.

Segue uma iniciativa alinhada com o desejo do Pedro:

O Movimento Nossa São Paulo convida cada cidadão de São Paulo e cada empresa, organização social, escola, igreja, clube social, time de futebol e grupo de amigos (inclusive virtual) a participar da construção dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município. O objetivo é construir um conjunto de indicadores que sirva para orientar ações de empresas, organizações, governos e toda a sociedade, considerando como foco principal o bem-estar das pessoas.

A primeira fase da construção do IRBEM é a consulta pública que se estende até 30 de setembro. A consulta é feita por meio de questionário, elaborado pelos grupos de trabalho e pela secretaria executiva do Movimento. Ao todo são 24 temas nos quais as pessoas podem escolher o que elas mais valorizam para seu bem-estar na cidade.

O preenchimento do questionário, além de ser o ponto de partida para a formulação do IRBEM, é importante também para estimular em todas as regiões da cidade o debate sobre as escolhas da população para alcançar qualidade de vida para todos.

Por isso é fundamental que cada cidadão e organização - social, privada ou pública – se engaje na campanha e estimule a todos os seus colaboradores a participar também. Quanto mais gente colaborar, refletir, debater e pensar soluções, mais chance teremos de construir uma cidade que privilegie o bem-estar da população.

Após a fase de consulta pública, em outubro o Ibope vai selecionar os itens que foram citados como os mais importantes para a qualidade de vida da população para incorporar tais itens na pesquisa anual do Movimento Nossa São Paulo. A pesquisa será realizada em novembro. Em seguida, haverá a sistematização dos dados. Em janeiro, por ocasião do aniversário da cidade, haverá o lançamento do IRBEM.

Como participar

Questionário online
Os interessados em participar, podem preencher o questionário online, por meio do portal www.nossasaopaulo.org.brou a versão impressa, e estimular familiares amigos, vizinhos e colegas de classe e de trabalho a fazerem o mesmo. Para auxiliar na mobilização, há o material de campanha, como banner para internet, cartaz e folder que podem ser utilizados de forma livre por todos os parceiros do IRBEM.

Comentário de Pedro Aquino em 28 maio 2009 às 17:31
O meu argumento é que podemos criar um novo ânimo e um novo sentido de cidadania/política se cada pessoa puder entender que isso poderá ir em direçäo à sua própria felicidade e à felicidade de seus próximos, caso ela se empenhe para que isto aconteça.

Entre outras coisas, fazendo boas escolhas, exigindo o que lhe é de direito e, SOBRETUDO, agindo no mundo ao seu redor.

É aí que entram as redes, e é aí que entram as formas de participaçäo democráticas. Mecanismos eletrônicos de participaçáo seriam fantásticos!


Sugiro visitar o site indicado abaixo:

---------- Forwarded message ----------
From: Claudio Estevam Próspero
Date: 2009/7/8
Subject: [E=R] Urbanias.com.br - Problemas na Cidade? Reclame, Consulte, Comente, Apoie!
To:



Problemas na Cidade? Reclame, Consulte, Comente, Apoie!
(Mais São Paulo - Gilberto Dimenstein - CBN SP)
http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/mais-sao-paulo/MAIS-SAO-PAULO.htm

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/gilberto-dimenstein/GILBERTO-DIMENSTEIN.htm

Você está cansado de esperar a prefeitura tomar uma atitude em relação aos buracos da sua rua? Não aguenta mais ver os mesmos problemas sem resolução? Mobilize-se! Conte o que está incomodando no seu bairro e vote nas causas que lhe interessam. Nós enviamos sua demanda ao orgão público competente e cobramos uma resposta. Saiba mais.

http://www.urbanias.com.br/CityzenWEB/comunidade/home/15990


Está com algum problema? Tem alguma queixa a fazer? Não foi bem atendido em algum lugar?
Então crie um novo tópico para discussão.

Concorda com o tópico e quer que ele ganhe força para ser solucionado?
Deixe seu apoio, para cobrarmos os responsáveis.

Tem uma idéia melhor? Algum comentário sobre um tópico? Algo a acrescentar?
Veja os tópicos abertos a sugestão.

--
Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero

http://pt.wikipedia.org/wiki/Usuário:ProsperoClaudio (Apresentação pessoal)
http://escoladeredes.ning.com/ (Escola de Redes [E = R])
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aliança_para_uma_Nova_Humanidade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecocidade
http://www.wikifuturos.com.br/prosperoclaudio (Wiki Futuros - CrieFuturos)
http://www.holos.org.br/cursosetreinamentos/ (HOLOS - Coaching e Mentoring)
http://www.nef.org.br (Núcleo de Estudos do Futuro)
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento)

Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE.
Nosso Planeta Agradece!
Salvy Bosco de Resende Comentário de Salvy Bosco de Resende em 2 julho 2009 às 10:59
Pelo desenrolar dos debates fico na dúvida sobre se é aqui mesmo que eu gostaria de entrar.
Nao que seja contrário às grandes concepçoes e abordagens de problemas macros: pelo contrário. No entanto o que busco assimilar aqui é, principalmente, COMO construir em rede virtual, ambientes adequados aos estudos e debates, mas principalmente à possíveis proposiçoes sobre COMO participarmos de forma mais cidada da Política...
Rubem Alves trás um axioma importante: "Política é a mais nobre das vocaçoes e a mais vil das profissoes"...
Pelo que observo, há um clima novo, de novo, com mais pessoas querendo 'conversar' sobre política, coisa iminuída nos últimos tempos.
O que podemos fazer para fomentar esse sentir, essa vontade meio contida, meio medrosa, de, mesmo inseridos no sistema, criar possibilidades de uma nova política??
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 20 junho 2009 às 7:09
Sobre o perigo ciberpopulista: http://bit.ly/tZPi7
Marcelo Estraviz Comentário de Marcelo Estraviz em 18 junho 2009 às 10:20
Caro Sergio, a experiência atual do Irá é realmente fascinante. Se vê como não adianta diminuir a velocidade da banda larga, nem fechar sms, nem mandar jornalista pra for do país. Hoje se temos um celular, somos publishers. Foi assim na espanha no 11M, será assim a cada movimento. Foi assim na USP, com gente dos dois lados filmando tudo. É a voz! (e não se trata do sinatra aqui, hehe)

Mas em sua fala: "uma política em rede não teria o poder de sensibilizar os atores locais..." é importante inverter tudo:

os atores locais tem o poder de sensibilizar uma política em rede.

abs!!

me
Beatriz Pereira Comentário de Beatriz Pereira em 18 junho 2009 às 10:07
Caros Marcelo e Sergio,


Bateboca é uma briga gratutita e infundada. Aqui, o que temos é aquilo que fazemos o tempo todo a vida inteira, isto é, processo educacional que requer trabalho e resultado. Até agora, só houve evasão e esvaziamento do processo.

Caro Marcelo,

A internet não é tão velha assim. E 'silence is violence', lembre-se sempre disto.


Sr, De Franco,


Não é necessário fazer-se de vítima encarecendo por coisa alguma só para permanecer agarrado às suas ideias, ideais e práticas de coronelismo militaresco virtual. Essa estratégia, repito, não condiz compessoas inteligentes.


Pena, era uma oportunidade de crescermos todos e nos tornarmos maiores do que os nossos problemas, mas preferimos o silêncio, brasileiros que somos.
Sergio Storch Comentário de Sergio Storch em 18 junho 2009 às 8:13
Augusto, obrigado pela dica. Excelente artigo. Me lembrou uma velha inquietude minha, que tem a ver com o tema deste grupo "Redes na Política".
Quando o Bush foi eleito no tapetão da Florida, me senti apunhalado. Como é que um cara que vai influenciar tanto a minha vida pode ser eleito sem eu poder votar? Claro que a institucionalidade política atual, organizada por Estados, impede isso; nela não é possível uma governança global democrática.
Porém, o que está acontecendo no Irã mostra que sim será possível redes organizadas mundialmente terem influência enorme numa eleição local.

Voando mais baixo. Experimentos locais podem não ser tão difíceis.
Dou um exemplo pequeno burguês, que pode se reproduzir em milhares de situações não tão burguesas. Tenho um apartamento nas Pitangueiras, no Guarujá, que vem se tornando um lugar inabitável nas férias e feriados, por causa do barulho. Claro que um mínimo de legislação e regulação urbana e metropolitana teria condições de reduzir drasticamente o nível de desvario dos rapazes que circulam com seus altofalantes à toda a qualquer hora do dia ou da noite. Será que uma política em rede não teria o poder de sensibilizar os atores locais no sentido de pressionar por mudanças?

Que ferramentas e competências teríamos que desenvolver para que essa utopia possa se realizar? Cada um de nós tem um pedacinho da resposta. Vamos juntá-los?
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 18 junho 2009 às 6:06
Eis uma excelente matéria para a reflexão deste grupo. A coluna de Silvio Meira, no Terra, do último dia 15, intitulada:

Irã: a revolução não será...

Silvio Meira, Dia a Dia, Bit a Bit (15/06/09)


Este texto não tem qualquer intenção de avaliar a lisura dos resultados da recente eleição presidencial no irã. Não há, longe de lá, quem possa fazê-lo, por pura e simples falta de acesso a dados independentes sobre o processo eleitoral, principalmente sobre a fase de apuração. Aliás, é muito provável que, mesmo no Irã, pouca gente venha a saber exatamente o que rolou nas últimas eleições, já que o processo, como um todo, parece sofrer de falta de transparência, para dizer o mínimo. Mas isso, como dissemos no começo deste parágrafo, é outra história.

Como em qualquer regime ditatorial que se preza, o Irã controla conectividade de forma severa. E isso não deixou de acontecer na confusão que se seguiu ao anúncio do resultado das eleições. Parece que havia razões de sobra, no regime, para prever que o resultado que foi anunciado não seria aceito, facilmente, por uma boa parcela do eleitorado. O problema, neste tipo de situação, hoje, é que o mundo inteiro –mesmo o Irã- está se conectando de uma forma que nunca antes foi possível na história da humanidade. E pessoas muito conectadas, local, regional, nacional e mundialmente, mesmo numa ditadura, podem fazer uma diferença enorme.

O que o governo iraniano faz para controlar a situação na tarde do 12 de junho? Tirou SMS do ar, depois bloqueou o acesso a todas as grandes redes sociais e, por fim, derrubou a rede celular, inteira, tentando controlar a interação entre os descontentes. O papel da TV –que nunca televisiona as revoluções- foi o de repetir mensagens gravadas, conclamando todos os iranianos a apoiar o resultado “das urnas”. O líder supremo do país, aiatolá Khamenei, conclamou a população: “In this great event, the vigilant and clear-sighted people of Iran showed that they are still interested in the path and principles of Imam Khomeini and that they still seek to achieve progress and prosperity by treading his path." Até aí, surpresa zero: líderes totalitários afirmando que os vigilantes e patriotas estão certos e que o seu é o único caminho não é exatamente uma novidade. Já vivemos isso no Brasil, e não faz muito tempo.

A oposição [informal], sem poderes para bloquear SMS, internet e derrubar a rede de celulares… tirou do ar o site do próprio Khamenei durante algum tempo no domingo. a imagem abaixo é de iran.twazzup.com às 22:30 do domingo e mostra todo o twitter sobre o irã em tempo real, enviado de dentro e de fora do país [o “bloqueio” da internet não foi tão efetivo assim…].


Os manifestantes não só conseguiram furar o bloqueio dos aiatolás à rede mas foram às ruas incendiar os carros da polícia e, como mostra a imagem abaixo [clique na imagem para ver o vídeo no youTube] havia bem mais de uma pessoa gravando a cena, quase certamente de seus celulares. Daí pra uma montanha de vídeos e relatos quase ao vivo da confusão, de sexta pra cá, parar no youTube e muitos outros sites… foi um passo.


Ao redor das 11 da noite, no domingo, havia alguém [eram umas 4 da manhã da segunda, em tehran] ativo no twitter, aparentemente reportando uma iminente invasão aos dormitórios da universidade. a imagem abaixo é de hashtags; dependendo de quem estava seguindo este “canal” ele pode ou não ter conseguido ajuda.


Em suma: o povo, qualquer povo, é uma rede. quando se percebe como tal, age, em rede, para defender o que entende serem seus direitos líquidos e certos. É isso que está acontecendo no Irã, e ninguém precisa de líderes para tal. Segundo declarações do professor Sadegh Zibakalam, da Universidade de Tehran, à al-jazeera, as demonstrações foram reação espontânea aos resultados da eleição: "No one is giving them commands, no one is ordering them, no one is leading them”; ninguém está comandando os manifestantes, ninguém lhes dá ordens, ninguém lidera. O povo, em rede, na rede, dentro e fora do Irã, mudando o mundo.

A televisão nunca transmitiu a revolução. Nem vai. A rede, sim. Aliás, é muito mais: a rede faz a revolução. E nós ainda nem começamos mesmo a nos conectar como deveríamos. Imagine uma situação como esta -e muitas outras- daqui a 20, 50 anos. será que ainda haverá, daqui a tanto tempo, governos -e "eleições"- como os do Irã?…
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 17 junho 2009 às 15:17

Cezar Busatto Comentário de Cezar Busatto em 16 junho 2009 às 20:22
Estou de acordo com o que dizem o Marcelo e o Sergio. Acho que o que foi dito esta dito e bola pra frente. Cada um de nos tem seu estilo e suas caracteristicas, que nos faz humanos, diferentes, genuinos. E o dialogo entre nos pressupoe aceitarmos a legitimidade do outro, e isso que permite construir lacos efetivamente democraticos, uma cultura politica baseada na confianca, no respeito aos que pensam diferente, na cooperacao, no bem comum. O Augusto, com seu estilo e caracteristicas, tem sido obstinado como teorico e experimentador de novas arquiteturas sociais que criem ambientes para essa necessaria radicalizacao da democracia hoje vigente. Foi ele quem me introduziu nesse mundo das redes, e com certeza a muitos de n'os, e sem sua dedicacao e ensinamentos eu não teria chegado ate aqui.Beatriz, não te conheco, mas vejo que tambem es uma lutadora pelas boas causas da humanidade e se temos tanto em comum, vamos encontrar os caminhos que nos somam, especialmente, no caso da escola-de-redes, a pratica da troca de nossos conhecimentos e experiencias e o aprendizado comum sobre como avancar da atual cultura politica da exacerbacao do conflito para a disputa do poder, para a nova cultura politica da construcao de convergencias a partir de nossas diferencas, em beneficio do bem comum e do desenvolvimento humano e social sustentavel.
 

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