Escola de Redes

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Redes na Política

Nodo para estudar a emergência de novas abordagens na política a partir das redes sociais.

Membros: 33
Última atividade: 17 horas atrás

Este grupo está ainda em fase embrionária. Por hora estamos levantando algumas questões que possam ser pertinentes dentro do foco "abordagens emergentes na política a partir das redes sociais", para em seguida estruturar em algumas perguntas de orientação a uma discussão/reflexão mais aprofundada. Sugestões, dúvidas, opiniões, provocações e links são muito bem-vindos.

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Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 15 junho 2009 às 9:07
Sim, tudo isso faz parte de uma experiência como esta. Na minha opinião, qualquer discussão nesse sentido, caro Sérgio, será sempre bem-vinda, mesmo quando não sejam inerentes às redes sociais. Minha preocupação aqui era apenas a de não usarmos a Escola-de-Redes para fazer campanhas ou promover quaisquer tipos de ações de natureza política.
Sergio Storch Comentário de Sergio Storch em 15 junho 2009 às 8:50
Sim Augusto, eu me referi a um fenômeno inerente a redes sociais. Faz parte de nosso objeto de estudo. Poderíamos situar esse fenômeno em "Comunicação nas Redes Sociais", "Poder nas Redes Sociais" (seu artigo).
Acho que não devemos ignorar o fenômeno. Em todas as redes em que participei, houve muita dificuldade em alinhar pessoas aos objetivos das redes, e houve forças centrífugas que precisavam ser tratadas com muita habilidade (às vezes requerendo muito tempo gasto na lateral, e que acabava tornando a vida na rede pesada). Vejo aí tradeoffs e dilemas que certamente são universais, e não particulares de uma pessoa ou de uma rede. Merecem ser estudados, a meu ver: como lidar com diferentes estilos cognitivos, estilos de comunicação, estilos de liderança.
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 15 junho 2009 às 8:35
Minha observação (abaixo) se referia a idéia de que devemos nos ater aos objetivos desta Escola-de-Redes: estudar as redes sociais. Expressei minha opinião de que não devemos usar este site para fazer campanhas e outras ações políticas.
Sergio Storch Comentário de Sergio Storch em 15 junho 2009 às 8:19
Caros Augusto e Beatriz

Vamos aprender com tudo isso? Não acho que devamos tratar isso como um entrevero pessoal Beatriz-Augusto, e sim do ponto de vista de que neste diálogo há conteúdo valioso a ser compreendido numa "aprendizagem de segundo grau", na linguagem Argyris/Schon/Senge.

Por um lado, nossa situação concreta neste ning me parece confirmar que liderança é necessária, e que há uma hierarquia de fato, contradizendo o discurso de que não há. Ela pode ser contingente, e pode ser que amanhã seja outra pessoa e não o Augusto (como creio que ele acredita), mas neste momento há evidentemente uma liderança, que é ele. Por que isso deveria ser encoberto por uma linguagem mais macia do que letras em maiúsculo? Exercer esse papel envolve riscos de ser incompreendido, evidentemente.

Por outro lado, temos liderados com diferentes suscetibilidades. Vi com muito interesse as observações da Beatriz. Acho que elas tocam num ponto que merece ser um tópico de discussão, não neste grupo, mas geral: as filigranas na linguagem e seu impacto sobre membros de uma rede (estou generalizando, pois não se trata de uma questão específica desta rede). Esse tipo de investigação tem sido feita (não especificamente para a mídia virtual) por pesquisadores como Gentil Lucena, sob o nome de "Ontologias da Linguagem".

Como poderíamos estudar esta vertente do comportamento em redes? Que tal, Beatriz, você abrir um grupo aqui na Escola de Redes para poder aprofundar essa discussão a partir de suas observações, que acho super-pertinentes?
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 15 junho 2009 às 7:41
Uma das coisas mais bacanas das redes sociais distribuídas é a chamada “lógica da abundância”. Dizendo de outra maneira, de uma perspectiva menos estrutural e mais processual: se você não produz artificialmente escassez quando se põe a regular qualquer conflito, produz rede (distribuída); do contrário, produz hierarquia (centralização).

Os problemas que se estabelecem a partir de divergências de opinião são – em grande parte – introduzidos artificialmente pelo modo-de-regulação. Por exemplo, queremos escolher 5 pessoas para uma função qualquer, mas 10 pessoas estão postulando. Problema? Que nada! Basta escolher as 10. Quem disse que teriam que ser apenas 5? Essa determinação está, por acaso, nos “10 Mandamentos”? Isso só será um problema se nos tornarmos escravos dos estatutos e regimentos: sim, em algum lugar foi definido que teriam que ser 5 pessoas, mas e daí? Qual o problema de mudar essa definição?

Ah! Mas é muita gente, não cabe na sala, vai dificultar o processo de decisão... Todas essas são, é óbvio, desculpas esfarrapadas para produzir artificialmente escassez. Não cabe na sala? Arrumamos uma sala maior ou fazemos um rodízio de quem entra e quem fica fora de cada vez. Vai dificultar o processo de decisão? Criamos duas instâncias e redefinimos as responsabilidades pelas funções.

O fato é que somente em estruturas hierárquicas essas coisas são realmente problemas. Porque nessas estruturas o que está em jogo não é a funcionalidade do organismo coletivo e sim o poder de mandar nos outros, quer dizer, a capacidade de exigir obediência ou de comandar e controlar os semelhantes.

Quanto mais distribuída for uma rede, mais a regulação que nela se estabelece pode ser pluriarquica. Uma pessoa propõe uma coisa. Ótimo. Aderirão a essa proposta os que concordarem com ela. E os que não concordarem? Ora, bolas, os que não concordarem não devem aderir. E sempre podem propor outra coisa. Os que concordarem com essa outra coisa aderirão a ela. E assim por diante.

O papel dos administradores das ferramentas de netweaving usadas em uma rede não é o de chefes, nem mesmo o de líderes. Eles devem ser netweavers, não coordenadores. Nem sempre um netweaver é a pessoa mais importante. Tem os hubs. Tem os inovadores. Todos esses papéis são tão os mais importantes em uma rede do que o de netweaver.

Muitas vezes os administradores de sites e grupos em uma plataforma interativa como o Ning ou o Drupal não cumprem nem mesmo o papel de netweavers. São apenas pessoas que tomaram a iniciativa de abrir um site, formar um grupo, colocar um tema em discussão em um fórum ou marcar um evento. Quem deve aderir a essas iniciativas? Quem quiser. E quem não quiser? Quem achar que não é bem assim, que poderia ser melhor “um pouquinho”, que o desenho não está adequado, que a proposta está equivocada etc., pode sempre dizer isso para as pessoas que tomaram a iniciativa. E se não adiantar, se essas pessoas insistirem em manter o que propuseram? Ora, nesse caso, também não deveria haver o menor problema. Quem não está totalmente satisfeito ou confortável com o que foi proposto, pode propor outra coisa.

Vamos pegar o nosso próprio exemplo, o da Escola-de-Redes. Aqui nunca se admite a votação como método de regular majoritariamente qualquer dilema da ação coletiva. E quando há discordâncias de opiniões, como fazemos? Ora, não fazemos nada! Por que deveríamos fazer alguma coisa? Viva a diversidade!

Se você estabelece alguma coisa a partir da votação, cai numa armadilha centralizadora ou hierarquizante. Produz “de graça” escassez onde não havia.

Vamos imaginar, por hipótese, que exista alguém que não esteja muito contente com a maneira como o administrador de algum grupo ou do próprio site da Escola-de-Redes está conduzindo a coisa. O que essa pessoa pode fazer, além de externar sua opinião e colocá-la em debate?

Ora, no limite, essa pessoa descontente pode abrir um novo site aqui no NING (é fácil e gratuito) e chamá-lo de Escola de Redes (acrescentando, por motivos técnicos – para satisfazer exigências do sistema, se não quiser lançar mão de outro – um diferencial designativo qualquer, como ‘Escola de Redes 2’, ou Escola de Redes B’). Ela tem toda a liberdade – e legitimidade – para fazê-lo. Se mantiver os objetivos (investigação sobre redes sociais) e os requisitos organizacionais da escola (topologia distribuída), não será outra coisa, senão a Escola de Redes. E quem vai aderir? Quem quiser.

A rigor, cada nodo já é uma outra-e-mesma escola. Cada nodo pode, se assim desejar, abrir seu próprio site no NING (ou em outra plataforma interativa qualquer) ao invés de figurar como um grupo aqui.

Considerando, porém, a aceitação geral desta Escola-de-Redes e o seu nível de atividade (relativamente alto em vista do pouco tempo de existência), tudo indica que ainda é melhor ficar por aqui. Um dia, entretanto, pode não ser. Mas o mundo não vai cair por causa disso.

A Escola de Redes não é uma organização se expandindo e sim uma idéia se disseminando. Como a vida – na bela imagem de Lynn Margulis – ela não se apossa do globo pelo combate e sim pela formação de redes. No plural.

Foi pensando nisso que escrevi, no segundo semestre do ano passado, o texto “Articule você também uma escola de redes”.
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 15 junho 2009 às 5:49
Vamos nos ater ao fundamental Beatriz. Minha observação (abaixo) se referia a idéia de que devemos nos ater aos objetivos desta Escola-de-Redes: estudar as redes sociais. Expressei minha opinião de que não devemos usar este site para fazer campanhas e outras ações políticas.

Nenhuma dessas coisas que você apontou (abaixo) são ofensas, Beatriz. Coloco em maiúsculas todos os títulos de minhas mensagens de blog e não imagino que isso represente qualquer trato indelicado.

O post INVASÃO NO SITE DA ESCOLA-DE-REDES era um aviso sobre span: uma pessoa - na verdade um programa malicioso - que entrou aqui e disparou mensagens para todos os membros. Houve dois casos: no primeiro o nome fictício era Carol Nash (vendendo um produto) e no segundo Vivia Fulton (indicando um site pornográfico). Esses mesmos codinomes já são manjados e conhecidos pelos administradores do Ning pois invadiram também várias outras redes.
Beatriz Pereira Comentário de Beatriz Pereira em 14 junho 2009 às 20:07
Caro Sr D Franco,

Dada a maneira como o senhor se reporta a pessoas às quai o senhor nunca foi apresentado pessoalmente, me reservo o direito de manter a distância regulamentar no trato com o senhor e digo que estou muito contente com os seus progressos. O senhor:

- parou de ofender os mebros da rede com títulos no imperativo e letras maíusculas como 'VAMOS COMEÇAR A TRABALHAR?';

- parou de usar letras maísuculas para se dirigir aos membros da rede como senhor fez aqui: ' ATENÇÃO: NÃO É PARA DISCUTIR E SIM PARA TRADUZIR. MENCIONE O PEDAÇO (OU OS PEDAÇOS) QUE VOCÊ TRADUZIU E PUBLIQUE A TRADUÇÃO NO CAMPO DE COMENTÁRIOS.';

- ainda não conseguiu para de usar o imperativo, mas pelo menos já coloca um 'por favor' na frente;

- e ainda não conseguiu se ver livre de idéias como as que o senhor presentou neste blog seu:'INVASÃO NO SITE DA ESCOLA-DE-REDES'.

- não vou entrar no mérito da nossa conversa 'in private'.

Mesmo assim, parabéns pelos progressos. Continue se esforçando.

Acredito que o seu comportamento na liderança desta rede seja um excelente caso para estudo do que dá e do que não dá certo neste ambiente.

De acordo com a minha experiência, as pessoas se sentem à vontade quando online para dizer e fazer coisas que jamais diriam ou fariam se estivessem offline cara a cara com seus interlocutores. É exatamente api que as redes deixam de ser a Eureka e passam a ser contribuintes da expansão e aprofundamento dos problemas já existentes e da criação de novos.

As relações humanas urgem serem revistas e devolvidas às suas devidas proporções, seja online, seja offline.

Paz e Felicidade a todos os seres, inclusive a nós. Tenahm todos uma semana abençoada.
Sergio Storch Comentário de Sergio Storch em 12 junho 2009 às 21:41
Caros, para entrar na discussão de redes sociais na política, gostaria de compartilhar uma leitura que achei muito valiosa, alguns anos atrás: "The Control Revolution: how the internet is putting individuals in charge and changing the world we know", de Andrew Shapiro. Um ponto que me fez rever conceitos foi a análise que ele fez sobre referendos populares em tribunais de júri. Saí com as convicções abaladas sobre o que pensava sobre a democracia direta, e mais partidário da democracia representativa. Digo isso apenas para chamar a atenção para o conteúdo do livro. Vou abrir um tópico para discutir o impacto das redes sociais na forma partido, inventada no século 19, e que ainda prevalece como principal condutor da vontade popular.

Eduardo, legal vc ter criado esse espaço.

Augusto, concordo que campanhas devem ser feitas fora deste espaço. Já fui infrator de outro princípio, referente à divulgação de eventos comerciais, e entendo bem a necessidade de conformidade com esses princípios, embora todos fiquemos tentados a infringi-los :-)
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 12 junho 2009 às 16:05
Beatriz, não sou senhor de ninguém e não cabe aqui essa história de "manter a distância regulamentar preservada". Estamos em rede justamente para superarmos tais centralizações. Não importa se uma campanha é para salvar o planeta, ou a espécie humana ou a Via Láctea (que está em rota de colisão com a Galáxia de Andrômeda e não podemos - nem poderemos - fazer nada). Se ela propõe um abaixo assinado ou uma chuva de telefonemas para titulares de instâncias políticas, então são campanhas políticas, que contam com pessoas a favor e outras contra. O que combinamos é que não podemos fazer da Escola-de-Redes (que não se define por tais recortes políticos) um ambiente para encaminhar tais coisas. O escopo da escola, o seu objetivo, o seu propósito, não estão submetidos ao debate. Claro que qualquer conectado pode não concordar com isso e, sem qualquer problema, pode abrir outra rede (inclusive aqui no Ning: é gratuito). Nosso tema é: redes sociais. Estudar as redes sociais. Investigar as redes sociais. Fazer experiências sobre redes sociais. Vivenciar redes sociais. Por favor, leia até o fim o texto Sobre a constituição da Escola-de-Redes.
Beatriz Pereira Comentário de Beatriz Pereira em 12 junho 2009 às 14:11
Senhor,

Nem a Natureza, nem a Amazônia, nem qualquer questão ambiental são de foro 'político', pois na realidade, sem elas, somos apenas o que somos, isto é, nada.

Então, senão por altruismo, pelo menos por egoismo, defendamos a sobrevida da Natureza, o que já é uma urgência e uma emergência, graças a Deus, livre de toda e qualquer falácia humanóide.

Aproveitando a deixa, sugiro a todos que assinem todas as petições que lhe chegarem ao conhecimento, pois nossa voz é nosso único instrumento e, pasmem e acreditem se quiserem, tremendamente eficaz.
Trabalhemos, pois pelo bem-estar de todos os seres, já que temos este instrumento aliado à consciência e ao livre-arbítrio.

Paz e Felicidade a todos os seres, inclusive a nós.


P.S.: as desculpas não foram retóricas e sim sinceras, e usei 'senhor' apenas para manter a distância regulamentar preservada. Obrigada.
 

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