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O curso é de uma seis horas de conteúdo, então optei por oferecer uma panorâmica do tema e apresentar meu método de trabalho em linhas gerais. O público que pretendemos atingir é o empresarial. No curso vou focar mais nas possibilidades do padrão em organizações, desafios, conceitos básicos para entender o que é.
(Estou com dificuldade de acesso à internet, se demorar participar da conversa é por isso.) Em linhas gerais meu trabalho acontece assim: 1 - alguém me chama porque deseja acionar uma rede entre organização, projetos, pessoas,
2 - levanto informações, converso procurado entender o contexto da iniciativa. Mesmo no TS estas redes projetadas são bem instrumentais, quem quer acionar tem resultados bem definidos que pretende alcançar. As pessoas que estão a frente do processo sempre desejam manter certo controle. Esta é a realidade, nunca encontrei ninguém interessado em fazer rede distribuída de fato ( Só o Augusto). Querem os benefícios do padrão sem os riscos dele :-). Sempre procuro conversar muito com quem está a frente do processo, principalmente porque há confusões: rede=plataforma tecnológica de comunicação; querem fazer o processo em três meses; fantasias sobre auto-organização.
3 - proponho a capacitação de um grupo nuclear com pessoas que seriam futuramente os facilitadores da rede. Peço umas 20 pessoas, para ter no final do meu trabalho pelo menos uns 3 para assumir a facilitação, com envolvimento mais profundo. Esta capacitação é permanente no período de meu contrato, combinando atividades presencias e atividades a distância utilizando internet (ning, moodle, e-group). Defino algumas tarefas para desenvolvermos com meu apoio on-line. O apoio on-line é permanente, pois normalmente trabalho com redes fora de SP.
4 - Estruturamos um sistema de comunicação comum, aberto, em que todos os integrantes da rede estarão conectados (site colaborativo , ning, e-goup, wiki). Vamos fazendo atividades de informação sobre redes, sobre a rede em questão procurando sensibilizar os potenciais integrantes da rede. Oficinas de navegação dirigida na plataforma de comunicação da rede.
5 - dependendo do contexto, da cultura organizacional, do grau de habilidade do grupo na comunicação on-line, dos objetivos, a rede vai se configurando.
Estou sempre procurando melhorar este esquema e cada rede é uma novidade.
abraços
abraços
Tenho pensado e estudado sobre a questão das redes & organizações, tanto por conta da preparação do curso que propus como pela mobilização provocada pelo grupo transação organizacional. Da minha experiência com redes tenho algumas observações:
- considero mais "fácil" articular e nutrir uma rede que envolva diversas organizações ( por exemplo: uma cadeia produtiva, sistemas produtivos inovadores locais - SPIL, uma empresa com filiais espalhadas pelo país, uma empresa e seus stakeholders) ou como estratégia para alguns setores ou resultados de uma organização.
- a mudança do padrão organizativo intra-organização apresenta uma série de desafios:
a) o padrão rede é facilmente absorvido, é compatível, tem afinidade com o negócio, contribui diretamente para a melhoria de resultados?
b) dependendo da idade e tempo de serviço dos funcionários as dificuldade para passar de uma cultura de adesão para uma de deliberação e de iniciativas podem ser tremendas. Como o negócio suporta esta passagem, quais os impactos desta transição nos negócios da organização?
c) o grupo que quer fazer a mudança tem dimensão da profundidade da mudança? Do tempo que levará? Está disposto a investir de forma sustentada no processo?
São perguntas que surgem à medida que me debruço sobre o tema.
O Banco Real está vivendo um processo destes, vcs conhecem alguma informação sobre a experiência?
abraços
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