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Augusto de Franco

TRANSIÇÃO ORGANIZACIONAL

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TRANSIÇÃO ORGANIZACIONAL

Transição Organizacional | A transição da organização piramidal para a organização em rede.

Membros: 112
Última atividade: 23 Nov

QUAL O TRABALHO DESTE GRUPO

Este grupo foi criado para elaborar coletivamente um programa de transição organizacional: da organização piramidal para a organização em rede. O nome provisório deste programa é TRANSIÇÃO. Trata-se de uma experiência inicial - assemelhada, talvez, ao crowdsourcing - que não sabemos ainda como vai funcionar.

Transição é um programa de sustentabilidade para organizações baseado na evidência de que tudo que é sustentável tem o padrão de rede.


O objetivo do programa é criar condições para que empresas e outras instituições hierárquicas encontrem o seu próprio caminho de busca da sustentabilidade (organizacional).


O programa prevê a transição (substituição gradual) dos modelos de gestão baseados em comando-e-controle para modelos de gestão compartilhada visando a construção de sistemas de governança em rede no qual estejam conectados não apenas os colaboradores internos da organização mas também uma parte expressiva de seus demais stakeholders.


Uma vez desenvolvido este programa, ele será de Domínio Público. Isso significa que qualquer pessoa poderá aplicá-lo em qualquer organização, seja por meio de trabalho voluntário ou remunerado, desde que seja preservado o direito moral dos seus autores e da Escola-de-Redes.

Serão considerados autores os que trabalharem no desenvolvimento do programa (propondo elaborações detalhadas para cada uma de suas fases) e não apenas os que se registrarem neste grupo. Só devem se registrar neste grupo os que estiverem dispostos a trabalhar no programa.

Clique AQUI para ver a proposta inicial.

Quem não concordar com este projeto pode abrir outro grupo.

Três leituras importantes sobre o tema deste Grupo:

TASPCOTT, Don & WILLIAMS, Anthony (2006). Wikinomics. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

HOWE, Jeff (2008). Crowdsourcing (O poder das multidões: por que a força da coletividade está remodelando o futuro dos negócios). Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

FRANCO, Augusto (2008). Tudo que é sustentável tem o padrão de rede: sustentabilidade empresarial e responsabilidade corporativa no século 21. Curitiba: Escola-de-Redes, 2008.

Mais uma referência importante:

BRAFMAN, Ori & BECKSTROM, Rod (2006): The Starfish and the Spider. NY: Penguin Group, 2006 (não está disponível online, mas existe tradução brasileira: Quem está no comando? A estratégia da estrela-do-mar e da aranha: o poder das organizações sem líderes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007).

Fórum de discussão

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UMA DISCUSSÃO ACUMULADA SOBRE O TEMA 8 respostas 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Gabriel R. de Andrade Silva 15 Out.

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Criar cadeias de conhecimento pode ser um caminho para a transição? 4 respostas 

Iniciado por Sergio Storch. Última resposta de Sergio Storch 8 Set.

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2 | Diagnóstico do Padrão Organizacional (Mapa da Organização e Mapa dos Stakeholders) 5 respostas 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Josué de Menezes 8 Set.

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1 | Sensibilização 26 respostas 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de JOSÉ MARIA QUADROS DE ALENCAR 6 Set.

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PROPOSTA INICIAL 41 respostas 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Augusto de Franco 5 Set.

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9 | Constituição da organização virtual (espelho) paralela 5 respostas 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Eric Vieira 13 Maio.

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4 | Constituição do Embrião da Rede 9 respostas 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Vivianne Amaral 28 Abr.

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7 | Avaliação do Piloto 2 respostas 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Moema Cotrim Saes 14 Abr.

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5 | Implantação do SMA - Sistema de Monitoramento e Avaliação 1 resposta 

Iniciado por Augusto de Franco. Última resposta de Omar Rocha 10 Abr.

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11 | Geração da nova organização

Iniciado por Augusto de Franco 9 Abr.

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10 | Avaliação e decisão final

Iniciado por Augusto de Franco 9 Abr.

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8 | Generalização da Transição

Iniciado por Augusto de Franco 9 Abr.

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6 | Constituição da Rede

Iniciado por Augusto de Franco 9 Abr.

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3 | Decisão de iniciar a Transição

Iniciado por Augusto de Franco 9 Abr.

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Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 6 setembro 2009 às 5:42
Já transcrevi algumas partes abaixo e fiz algumas observações pontuais sobre o livro de BRAFMAN, Ori & BECKSTROM, Rod (2006). Quem está no comando? A estratégia da estrela-do-mar e da aranha: o poder das organizações sem líderes. Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2007. Pretendo fazer uma resenha mais completa. Mas aconselho a todos os que participam deste grupo que adquiram e leiam o livro, que tem tudo a ver com nosso trabalho aqui.
Maria Thereza Amaral Comentário de Maria Thereza Amaral em 31 agosto 2009 às 17:14
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Luciele,

Em um estudo/projeto/análise/etc, que se contemplar :

- o que acontece com seu objeto comparado com outros em seu próprio tempo e também num período de tempo "X" ("historiografia"),

- a análise e discussão do conteúdo do próprio objeto ("epistemologia"),

- o contexto sócio-cultural e histórico de seu objeto de análise. (estudo do meio e suas relações).
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Luciele Nardi Comunello Comentário de Luciele Nardi Comunello em 31 agosto 2009 às 16:46
Isso aí... a transição que desejamos promover é no todo e nas partes, recursivamente...
Mas uma convicção momentânea que tenho é de que a maneira de organização de um sistema está estreitamente relacionada à relação que esse sistema estabelece com o contexto no qual está inserido (um macrossistema)... por isso minha dúvida quanto à importância de diferenciar a natureza das instituições que estamos analisando e a forma como se relacionam com o macrossistema (social, ambiental, economicamente).
Maria Thereza Amaral Comentário de Maria Thereza Amaral em 31 agosto 2009 às 15:30
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Sérgio,

Parece conceito de "quanta", mudanças por "pacotes de energia" e não por unidades isoladas.
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E também parece a idéia do "quórum mínimo", uma mudança só ocorre quando um número mínimo de unidades mudou.
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Sergio Storch Comentário de Sergio Storch em 31 agosto 2009 às 14:37
Oi Luciele, adorei seu comentário.

A parte "se formos cavar mais fundo, tem a ver com necessidade de segurança e sobrevivência. Pensemos então nas unidades desse sistema, seres humanos (pois trata-se de um trabalho recursivo de transformação do todo e das partes, que o contém)" me faz pensar a importância de desenhar um processo de mudança por ondas, em que a cada avançozinho se sinta o (des)conforto, que será bem desigual entre as pessoas. É interessante um detalhe que observei no filme "A Onda": como uma mudança polariza o coletivo entre os que aumentam seu conforto e os que passam a se sentir desconfortáveis. Eu comento um pouco sobre isso em meu post de hoje (lá vai o comercial...)

Daí que, além dos aspectos estruturais de centralização x distribuição, há o humano: os hábitos entranhados de cada um, e que só podem ser respeitados se considerarmos o que vc apontou, a necessidade de segurança... e, claro, sem ingenuidade, os interesses de cada um (que é o viés do olhar político, mas que não deixa de ser um aspecto do humano).

Um beijo c saudades
Sérgio
Marcelo Estraviz Comentário de Marcelo Estraviz em 31 agosto 2009 às 10:36
Isso me faz lembrar outra característica que admiro nos AA ou NA: a idéia de que quem se ajuda é alguém que está nisso ou passou por isso. Não há os sábios ou especialistas. Estão entre iguais.

Nessa linha, lembro de uma namorada que tive e que trabalhava como gerente de produto de uma grande multinacional. Ela combinava a produção no chão de fábrica, com os que tocavam a produção diretamente, em rodas de decisão. Era lá (e não em salas luxuosas da matriz) que se decidia quanto produzir, junto com a demanda prevista, vibilizae, marketing... Eu cheguei a perguntar pra ela que se continuasse assim, pra que ela? e rimos juntos... 6 meses depois ela saiu. hehe. (mas devem ter colocado outra pessoa no lugar, represando decisões...)
Lía Goren Comentário de Lía Goren em 31 agosto 2009 às 10:30
El ejemplo de AA tiene el potencial de mostrar el aspecto sanador y potenciador de las dinámicas relacionales de una red distribuida.
En AA saben muy bien que el cambio que permite la salida de la espiral de la dependencia comienza cuando el enfermo se da cuenta de que su destino es la muerte (para seguir la resonancia de Luciele) y puede darse cuenta y decir solo no puedo.
Hasta que la persona enferma de alcoholismo no suelta su fantasía narcisística de que el tiene el control sobre sí mismo y que sólo va a poder no se cura.
Y para las personas que logran hacer esa transición, la vida comienza a ser diferente. Pero eso lo podría explicar mejor alguien que lo vivió. Yo lo aprendí de otros y seguro que no lo puedo explicar tan bien como ellos. Con los años me di cuenta de que tienen un don de impecabilidad para captar detalles de las relaciones que a mi me resultan invisibles.
Saludos
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 31 agosto 2009 às 6:28
Eu também penso assim, Luciele: o ego do predador nasce na humanidade de uma não-aceitação da morte. Depois podemos conversar mais sobre isso, se você quiser.

Quanto ao exemplo do AA que BRAFMAN & BECKSTROM tomaram, acho que foi apenas um exemplo, como eMule, o Linux, o Skype e tantos outros, cada qual tomado para enfatizar um aspecto diferente do que eles estão abordando. Lá nos USA eles não fazem muita distinção - ao tratar da dinâmica das organizações - entre empresas e outros tipos de entidade (da sociedade civil, por exemplo; aliás, eles não têm bem claro o conceito de formas de agenciamento, principalmente o pessoal que trabalha com corporações, como é o caso).

Vale a pena ler o livro de BRAFMAN & BECKSTROM. Porque eles são cheios de exemplos (e os AA só aparecem muito no primeiro capítulo).

Grande abraço.
Luciele Nardi Comunello Comentário de Luciele Nardi Comunello em 30 agosto 2009 às 18:48
Longe de ter lido o desejável, gostaria de partilhar algumas coisas que estive pensando ao ler as postagens...
Primeiro, de que o exemplo de estrela-do mar: o AA, é uma instituição que sobrevive de doações voluntárias... o que é um contexto difrente de uma empresa lançada à selva do livre mercado. Não?
Fiquei pensando na cultura empresa-aranha, que mantém a cabeça pensante, normalmente onde se localiza a "informação privilegiada"... porque me parece que a questão da disseminação da informação é uma questão nevrálgica no contexto empresarial atual. Considerando que estamos propondo uma transição e, portanto um processo que deve ser capaz de dialogar com o que há de mais "tradicional" neste sentido, creio que este deve ser um ponto considerado. Então, obviamente, sabemos que a centralização da informação tem a ver com a centralização de poder, ou manutenção de um status quo. Mas se formos cavar mais fundo, tem a ver com necessidade de segurança e sobrevivência. Pensemos então nas unidades desse sistema, seres humanos (pois trata-se de um trabalho recursivo de transformação do todo e das partes, que o contém).
Viajando um pouco, creio que as necessidades de segurança e sobrevivência do ser humano estão associadas ao medo da morte e da dor. Vou explicar. Porque temos medo da nossa finitude e do sofrimento queremos deles nos distanciar, acabamos criando diversos artifícios de sobrevivência, proteção e segurança. Esses mecanismos vão se tornando extremamente sutis e sofisticados, até chegarem à relação com a insígneas de poder que movem a sociedade de consumo, por natureza competitiva e centralizadora.
Pronto, era por aí o que eu tinha para dizer... espero que sirva de disparador para alguma reflexão mais apropriada para o tópico :)
Abraços
Augusto de Franco Comentário de Augusto de Franco em 30 agosto 2009 às 9:52
Concluindo minhas observações sobre a leitura de BRAFMAN, Ori & BECKSTROM, Rod (2006). Quem está no comando? A estratégia da estrela-do-mar e da aranha: o poder das organizações sem líderes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

[...]

9 - As unidades são financiadas pela organização ou são autofinanciadas?

Como são autônomas, as unidades de uma organização descentralizada quase sempre são autofinanciadas. Em organizações abertas, não é comum existir um depósito central de dinheiro. Cada unidade deve receber fundos de fontes externas, mas as unidades são responsáveis pela aquisição e gerenciamento desses fundos.

A situação é diferente nas organizações centralizadas. Enquanto alguns departamentos geram lucros, outros geram custos. A sede redistribui as receitas, garantindo que cada departamento seja financiado adequadamente. Sem um financiamento central, os departamentos não conseguem sobreviver. Por exemplo, se a MGM decidisse cortar todo o orçamento de marketing, o departamento morreria rapidamente.

10 - Os grupos de trabalho se comunicam por meio de intermediários ou diretamente entre si?

Em geral, informações importantes de organizações centralizadas são processadas na sede. No furacão de 1935, por exemplo, Sheeran precisou transmitir sua preocupação ao pessoal de Jacksonville, que então tomou a decisão sobre contatar ou não os maquinistas dos trens. Da mesma forma, em uma empresa tradicional, o departamento de marketing deve realizar um estudo sobre as vendas de determinado produto e, depois, transmitir as informações aos executivos da empresa, que decidirão como responder às exigências do mercado e orientarão a fábrica a aumentar ou diminuir a produção.

O governo soviético levou esse conceito ao extremo. Se um morador de Urengoy fizesse uma ligação para um amigo em Tazovsky, 160Km ao norte, a chamada seria roteada por Moscou, que ficava a mais de 1.600Km ao leste. Todas as ligações eram roteadas por Moscou. Por quê? O Kremlin queria controlar o conteúdo de suas conversas - identificar se você estava tramando algo contra o governo ou simplesmente tentando encontrar peças sobressalentes para seu trator. Os soviéticos não foram os primeiros, nem os últimos, a manter controle central das linhas de comunicação. Até mesmo o Império Romano, embora espalhado pelo mundo, mantinha um sistema de transporte extremamente centralizado, o que deu origem à expressão "Todos os caminhos levam a Roma".

Em sistemas abertos, por outro lado, a comunicação ocorre diretamente entre os membros. Não importa se você é um Apache ou um usuário do eMule. Você pode se comunicar diretamente com outros membros. Nenhum caminho leva à Roma porque Roma não existe. Você não conseguiria rotear suas ligações telefônicas por Moscou, mesmo que quisesse.

Bem, transcrevi algumas partes de um capítulo. Observei a confusão que os autores fazem entre descentralização e distribuição. Mas acho que vale a pena ler o livro. Sobretudo para quem está se dedicando ao trabalho proposto neste grupo.
 

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