Nilton Lessa (2009)
Sou um dos fundadores da
Moleque de Idéias, um ambiente de
aprendizagem onde, há 13 anos, crianças e adolescentes desenvolvem
seus próprios
projetos, partindo dos seus desejos e ideías. Cada criança na
Moleque de Idéias tem o direito de escolher o que quer aprender e
qual projeto quer desenvolver. Por acreditarmos que as tecnologias
digitais são fortes ferramentas de empoderamento dos indíviduos, na
Moleque de Idéias as crianças tem acesso a uma ampla gama de
possibilidades de expressão em meio digital.
Obviamente como não há hierarquias nas redes de aprendizagem que
ocorrem na Moleque, a organização que naturalmente emerge é baseada
em interesses: crianças mais velhas interagindo com mais novas;
adultos interagindo com elas e por aí vai.
Com o florescimento das redes sociais digitais (ex: Orkut), da qual
as crianças naturalmente e espontaneamente se apoderaram, surgiu
nosso interesse em aproveitar o potencial destas redes para
catalizar o fluxo de idéias entre as crianças que por questões
logísticas típicas da idade, não se conheciam e não poderiam
interagir e trocar idéias.
A Moleque de Idéias também participa ativamente de um grupo de
reflexão sobre novas formas de articulação de ambientes de
aprendizagem, o Românticos Conspiradores. Neste grupo contamos com
a participação ativa, sempre inspiradora, do
Prof José
Pacheco, ex-Diretor da Escola da Ponte. O Blog do Núcleo RJ
encontra-se
aqui.
Finalizando a breve apresentação, a Moleque tem um núcleo de
engenharia de software que desenvolve sistemas de informação com
foco em gestão do conhecimento, e tecnologias de criação em meio
digital. e nossos principais parceiros são a UnB, a UFF, a Fiocruz,
a FIRJAN e o sistema SENAI. Um dos sistemas desenvolvidos, por
exemplo, é o
Sistema
de Gerenciamento de Tesauros, o qual estamos adaptando a
tecnologia para desenvolver uma ferramenta que possibilite à rede
de crianças/pais/educadores/etc mais facilidades para disseminação
de idéias e projetos nas redes sociais digitais "genéricas"(Orkut,
Facebook, etc).
Concluindo, integrei-me à Escola de Redes para aprofundar meus
conhecimentos teóricos sobre redes sociais e, quem sabe, encontrar
pares que estejam interessados em desenvolver ações concretas
dentro das minhas áreas específicas de atuação.