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interação
#E_R
Eis um consolidado dos 4 textos fundamentais da
Escola-de-Redes.

Este foi o documento fundante, quer dizer, o texto que deu
origem à iniciativa.
Escola-de-Redes é uma rede de pessoas dedicadas à investigação
teórica e à disseminação de conhecimentos sobre redes sociais e à
criação e transferência de tecnologias de
netweaving.
A Escola-de-Redes é um misto de escola (ambiente favorável à
realização de processos educativos) e
think tank, ambos
organizados em rede. Ela é uma coligação de pessoas e grupos que
integram comunidades de projeto e de prática, de aprendizagem e de
pesquisa.
Em um sentido amplo, trata-se de uma não-escola. Como mostra a logo
escolhida para a escola:
E = R, quer dizer: a escola é a
rede. Em palavras: se a escola já é a rede, para que escola? Se a
própria rede é uma escola…
A Escola-de-Redes não é uma organização hierárquica nem uma
articulação centralizada ou descentralizada de instituições ou
organizações formais. Em última instância, são “apenas” pessoas,
conectadas em rede, que cooperam entre si para desenvolver os temas
acima, compartilham voluntariamente seus conhecimentos, divulgam e
aplicam os produtos que desenvolveram.
Constituição
A escola de redes se estrutura como uma rede distribuída de
pessoas, que se conectam diretamente à escola ou a nodos locais
constituídos igualmente como redes distribuídas.
Pessoas | Pessoas são todos os conectados à escola, seja
participando de algum nodo, seja individualmente.
Nodos | Os nodos da Escola-de-Redes são os grupos locais
(territoriais, setoriais ou temáticos) de pessoas conectadas que
constituem a escola. A escola é cada nodo e todos os nodos.
Cada grupo de pessoas que, em uma determinada localidade ou em
torno de um determinado tema ou atividade, resolver constituir um
nodo da Escola-de-Redes, terá total autonomia para estabelecer sua
própria agenda de atividades, sua estrutura e seu regime de
funcionamento, desde que assuma os objetivos acima, não se organize
segundo padrões hierárquicos e conte com a concordância dos que já
estão conectados à Escola.
Atividades
A Escola-de-Redes promove estudos e pesquisas, cursos, encontros,
conferências e publicações. Organiza bibliotecas físicas e virtuais
e espaços de leitura individual (
lectoria), de reflexão
coletiva e de trabalho conjunto.
Histórico
No dia 20 de junho de 2008, após o encerramento formal do GFAL
(Global Fórum América Latina), na Pós-Conferência Aberta Redes
Sociais e Sustentabilidade, com a presença de Augusto de Franco,
David de Ugarte e Rodrigo Loures, foi lançado, em Curitiba, o
primeiro nodo no Brasil da Escola-de-Redes. Em 26 de setembro de
2008 foi constituído o Nodo-São-Paulo. Em 27 de outubro de 2008,
foi a vez do Nodo-Porto-Alegre. No dia 5 de dezembro de 2008 foi
lançado o Nodo-Brasília. No dia 17 de janeiro de 2009, o Nodo-Pará.
Depois surgiram vários outros
nodos setoriais ou
temáticos.
Publicações
Os nodos da Escola-de-Redes poderão editar publicações abordando
diferentes aspectos das teorias das redes: análise de redes
sociais, redes como sistemas dinâmicos e redes como estruturas que
se desenvolvem. E também aplicando os conhecimentos e as técnicas
de
netweaving à gestão de redes de
stakeholders de
uma empresa, de pessoas dedicadas ao desenvolvimento comunitário,
de atores sociais e de agentes políticos.
Publicações do Nodo-de-Curitiba
O nodo de Curitiba da Escola-de-Redes lançou, no final de setembro
de 2008, dois livros (clique nos títulos para fazer o donwload em
PDF):
Escola de Redes: novas visões sobre a sociedade, o desenvolvimento,
a Internet, a política e o mundo glocalizado.
Uma nova escola (mesmo uma não-escola) – em sentido amplo ou
estrito – só se justifica se apresentar novas visões e ensejar a
sua discussão. Não por acaso, Novas Visões é o primeiro livro
publicado pela Escola-de-Redes.
Escola de Redes: tudo que é sustentável tem o padrão de rede.
Sustentabilidade empresarial e responsabilidade corporativa no
século 21.
Este segundo volume da série Escola de Redes procura mostrar quais
são os principais desafios colocados para as empresas que querem se
manter na busca da sustentabilidade neste início do século 21. Para
tanto, fundamenta-se em uma única constatação básica: tudo que é
sustentável tem o padrão de rede.
Embora inaugurais, estes livros são textos autorais e não podem
expressar as opiniões de outras pessoas conectadas à
Escola-de-Redes.
DUAS VISÕES INAUGURAIS SOBRE A ESCOLA-DE-REDES
“Não reunir é a derradeira ordenação”
Augusto de Franco (17-20/06/08)
Não estou participando da fundação, para usar a feliz expressão de
David de Ugarte, de uma “nova burocracia associacionista” (como a
das ONGs). A Escola-de-Redes não é mais uma ONG e nem uma frente ou
coligação de organizações hierárquicas da sociedade civil.
Ainda bem. Sim, pois boa parte dessas organizações que se dizem
defensoras de uma democracia supostamente mais substantiva, mais
social ou mais participativa, raramente pode praticar o que prega
no seu interior. Por que? Ora, porque são, via de regra,
organizações piramidais, quase sem rotatividade em suas direções:
pequenos castelos, igrejinhas, feudos de algum cacique (muitas
vezes de famílias), quando não ligadas ao sistema clientelista de
governos populistas.
A Escola-de-Redes, no que depender de mim e dos meus parceiros
iniciais, não terá financiamentos governamentais. Poderá, sim,
sempre por meio de seus membros conectados, prestar serviços a
governos, empresas e organizações da sociedade civil. Ainda por
meio de seus membros conectados, poderá fazer trabalhos voluntários
e trabalhos remunerados. Mas não viverá de verbas públicas
conseguidas a partir do apadrinhamento político, do lobby, daquela
intermediação profissional de recursos na qual se especializaram os
agentes dessas verdadeiras “empresas de coligações” em que se
transformaram vários partidos do nosso velho sistema
representativo.
Desnecessário dizer que não poderá ser usada para fins partidários
ou corporativos, nem mesmo poderá ser, de qualquer forma ou por
qualquer meio, direto ou indireto, associada a esses fins.
Não imagino, igualmente, que devamos organizar qualquer novo tipo
de “religião laica”, de instituição filosófica baseada em
princípios ou valores, como parece estar em voga nos dias que
correm. Nada de princípios e valores definidos
top down, nem
mesmo os chamados princípios de sustentabilidade (tão em moda na
atualidade). Nada de divulgar princípios e valores para fazer a
cabeça dos outros, para educar os semelhantes ou guiá-los por
alguma senda. Nada de possuir a “proposta correta” ou a “ideologia
verdadeira” para alcançar qualquer tipo de utopia, seja ela o
império milenar dos seres superiores ou escolhidos, o reino da
liberdade e da abundância para todos, para redimir a humanidade ou
parte dela ou para salvar de algum modo a espécie humana ou o
planeta. Quem quer afirmar princípios e valores deve vivê-los na
prática da sua experiência social. Já foi o tempo dos proselitismos
de qualquer natureza.
Se nos dedicamos à pesquisa e à experiência com redes sociais,
temos que tentar nos organizar e trabalhar em rede. Para mim, isso
basta.
Não é trivial assumir as conseqüências dessa opção pessoal.
Significa banir da “wikipedia memética” aquele conjunto de
programas verticalizadores (que fica lá arquivado no subsolo da
nossa consciência gerando pulsões de morte: de obstruir, separar,
excluir) que infundem virtudes autocráticas, ainda muito
valorizadas em alguns meios, como ordem, hierarquia, disciplina,
obediência, controle, vigilância (ou patrulha) e punição e
fidelidade impostas de cima para baixo. Por incrível que pareça,
algumas empresas inovadoras — que não têm vergonha de assumir que o
lucro é uma obrigação (não um objetivo) — estão conseguindo se
desvencilhar dessa herança cultural autoritária com mais facilidade
do que as organizações sem fins lucrativos (ditas progressistas e
democráticas) da sociedade civil.
Bom, é isso aí. Para participar da Escola-de-Redes ninguém é
obrigado a concordar com meus pontos de vista. Mas cumpro aqui a
obrigação de declará-los.
A Escola-de-Redes, no que depender de mim, nunca será um grupo com
um propósito que não possa ser público e compartilhado por todos os
que dela participam. Já faz muito tempo que não organizo nem me
agrego a grupos, patotas, igrejinhas, conventículos que adotam dois
programas — um para dentro e outro para fora — e, assim, pensam sua
atuação no mundo de forma tática, procurando cativar pessoas ou
captar sua confiança, “fazer amigos”, usar a diplomacia para
atingir seus objetivos. Depois de muitos anos de batalhas
infrutíferas e de algum sofrimento, cheguei à conclusão de que esse
tipo de atuação não é, vamos dizer assim (e não apenas porque
sustentabilidade seja o tema da hora), eticamente sustentável, pois
que leva necessariamente à utilização das pessoas como
instrumentos, manipulando-as em prol de desideratos que elas não
tiveram a chance de compartilhar.
Não temos nem que ganhar as pessoas para a nossa causa, nem de
usá-las como escadas para a realização de nossos objetivos. Para
quê? Isso é uma ilusão egóica: não vamos mesmo a lugar nenhum sem
os outros. Por isso, imagino que devamos sempre estimular a
diversidade de opiniões, de visões, de pontos de vista. O objetivo
coletivo deve ser a polinização mútua de idéias e comportamentos.
Somente assim será possível permanecermos abertos à mudança das
nossas próprias opiniões, visões e pontos de vista e atitudes.
Não-alinhar. Não-reunir (como dizia Frank Herbert, numa passagem do
“Messias de Duna” que não me canso de citar: “
Não reunir é a
derradeira ordenação”). Não criar espaços internos
mais-estratégicos do que os externos (ou seja, não-separar).
Não traçar caminhos para os outros. Não criar sulcos para fazer
escorrer por eles as coisas que ainda virão. Não tentar administrar
o futuro. O desafio do novo nomadismo que está emergindo – não o
nomadismo de grupos, de pessoas reunidas, e sim o nomadismo de
pessoas conectadas em rede – é saber aceitar ou suportar a
incerteza e a imprevisibilidade.
Toda rede é um conjunto de caminhos. Todo caminho é uma caminhada
para o futuro. E cada caminho é uma possibilidade diferente de
futuro. Se alguém está conectado a duas pessoas, tem dois caminhos,
duas possibilidades diferentes de futuro. Se estiver conectado a
dez pessoas, são dez possibilidades de inovação, são dez
oportunidades, são dez portas diferentes para o futuro. São dez
pílulas de cores diversas que — para lembrar a excelente metáfora
do filme
The Matrix — Neo pode tomar.
Ainda que a Escola-de-Redes possa ter nodos formados por grupos
locais de pessoas, penso que a conexão mais importante — o
principal constituinte da escola — é aquela feita por pessoas
dispersas que querem cooperar.
Cinco claves para trabajar en red fructíferamente
David de Ugarte (22/06/08)
Mi aporte a la inauguración del primer nodo de la Escuela de Redes,
ayer en Curitiba:
1 - No hay que construir organización, no es necesario — ni
positivo — fijar estructuras en una red distribuida. Es justo el
modelo contrario al del activismo de los siglos XIX y XX, la
organización preexiste y es la propia red distribuida.
2 - Cuando la comunidad emerge, no existe para ningún fin distinto
del de la propia interacción de sus miembros. No tiene sentido por
ejemplo hablar de lo que debería hacer u ofrecer la Escola de
redes. Como dice nuestro amigo Augusto de Franco, la escuela es la
red: no hay una institución que ofrezca o “haga” nada, no hay un
sujeto colectivo, aunque se comparta una identidad, el proceso de
aprendizaje emerge de la propia interacción, no de la participación
en proyectos lanzados de arriba a abajo. Así que si queremos
aprender o investigar sobre, pongo por caso, bibliotecas en red, lo
mejor que podemos hacer es documentar por nuestra cuenta y abrir un
debate en la red sobre ello.
3 - Las algaradas francesas del 2005 nos enseñaron que una red
distribuida puede crecer extendiendo el conocimiento que ya ha
alcanzado, sin tener que repetir una y otra vez su debate interno y
el proceso de aprendizaje original. Para ello tan sólo es necesario
que el crecimiento no sea una mera interconexión entre nodos
sueltos o representantes de subredes por muy distribuidas que sean
cada una de estas. Si la red crece de forma distruida, no
conectando líderes, sino un número amplio de nodos entre si, las
experiencias de cada red pasan a formar parte del conjunto de
experiencias de cada una de ellas.
4 - En ningún caso este conocimiento es único, tiene una única
posición. La plurarquía que mueve la capacidad adaptativa,
innovadora, de las redes, se basa en la diversidad. Esa diversidad,
esa divergencia de pareceres, es fundamental para la sostenibilidad
de la red. ¿Por qué? Porque cuantas más alternativas sean
exploradas más aumentarán las probabilidades de supervivencia ante
cambios en el medio.
5 - Las redes que no celebran, no merecen tener nada que celebrar.
La celebración, la fiesta, lo lúdico y lo lírico es fundamental
para la generación de confianza… y la confianza es el capital de
las redes sociales, la base del capital social de una red.
UMA NOTA INTRODUZIDA POSTERIORMENTE
(15/12/08)
Desde o início, os promotores da Escola-de-Redes evitaram
estabelecer qualquer tipo de regimento. No entanto, o crescimento
exponencial do número de conectados parece exigir algumas (poucas)
regras de funcionamento. Eis abaixo um exemplo que pode ser
refinado e melhorado com o tempo:
1 – A Escola-de-Redes é apartidária e não poderá ser usada
como meio ou alvo de campanhas partidárias ou eleitorais.
2 – A Escola-de-Redes defende e valoriza a liberdade de
opinião, respeita a divergência de pontos de vista e promove o
debate democrático travado com urbanidade e gentileza.
3 – É vedado usar os instrumentos de conexão e interação da
Escola-de-Redes (inclusive este site no NING) para difundir idéias
que firam os direitos humanos ou que promovam exclusão,
deslegitimação, intolerância, preconceito ou discriminação baseados
em diferenças de etnia, raça ou cor, gênero, orientação sexual,
idade, nacionalidade, naturalidade, língua, costumes, credo,
convicção religiosa ou filosófica, cultura, situação econômica ou
funcional, posição hierárquica, grau de instrução ou condição
física ou psíquica.
4 – É vedado usar os instrumentos de conexão e interação da
Escola-de-Redes para fazer qualquer tipo de propaganda (de produtos
comerciais, de instituições privadas - sejam empresariais ou
sociais - e de pessoas).

Esta é uma rede aberta. A entrada constante de gente nova é um
prazer para os que já estão conectados. E é um sinal de "vida".
Como nos ensina Lynn Margulis, "a vida é reconhecível por sua
separação parcial do meio ambiente através de uma membrana
translúcida e semipermeável" ao fluxo de energia e matéria...
Enquanto esse fluxo permanece, a vida continua (e isso deveria ser
um alerta para as organizações fechadas, hierárquicas, protegidas
por membranas opacas e impemeáveis).
Este site não é a Escola-de-Redes e sim uma ferramenta de interação
usada no
netweaving na Escola-de-Redes. Redes sociais são
pessoas conectadas interagindo, não ferramentas.
A ESCOLA-DE REDES É O CONJUNTO FRACTAL DE NODOS FORMADOS POR
AGENDAS COMPARTILHADAS
Se é assim, o que é então a Escola-de-Redes? A Escola-de-Redes é
uma escola mesmo, que se organiza segundo um padrão de rede
distribuída. Não é uma organização hierárquica, nem uma articulação
centralizada ou descentralizada de instituições ou organizações
formais. Em última instância, são “apenas” pessoas, conectadas em
rede, que cooperam entre si para estudar e desenvolver temas
relacionados às redes sociais, compartilham voluntariamente seus
conhecimentos, divulgam e aplicam os produtos que desenvolveram.
Essas pessoas, por sua vez, se aglomeram em nodos para compartilhar
agendas.
Sem compartilhamento de agendas não tem nodo. Sem nodos, não há
escola. Esse é um dos motivos pelos quais, embora tenhamos mais
de mil e trezentas pessoas conectadas aqui, não temos ainda uma
Escola-de-Redes com esse "tamanho". O "tamanho" da escola é
expressão das suas comunidades de aprendizagem. Essas comunidades
são os nodos formados por meio do compartilhamento de agendas.
Qualquer pessoa pode entrar em um nodo existente ou propor a
criação de um novo nodo. Estes nodos podem ser organizados por
localidade ou em torno de um determinado tema ou atividade. A única
condição é que esses nodos tenham a ver com os objetivos da escola
e não se organizem segundo padrões hierárquicos.
A ÚNICA REGRA QUE NÃO PODE SER VIOLADA
Portanto, entre as pouquíssimas regras da Escola-de-Redes,
uma é
fundamental e não pode ser quebrada: a escola e seus nodos só
podem se organizar segundo um padrão de rede distribuída. Não pode
haver aqui nenhuma exceção, nenhuma transição. A Escola-de-Redes
foi fundada a partir da idéia de que redes distribuídas são aquelas
que conectam pessoas com pessoas por meio de múltiplos caminhos
diretos entre elas: sem instâncias intermediárias, sem filtros, sem
centros de qualquer natureza. Não há, portanto, a menor
possibilidade de combinar centralização com distribuição ou de
ensaiar redes mistas ou outras estruturas que, sob qualquer
pretexto, queiram introduzir obstruções de fluxos ou orientar as
fluições a partir de algum padrão não-distribuído de organização.
Não vale aqui qualquer justificativa de natureza cultural,
funcional ou, mesmo, pedagógica.
Quebrado esse entendimento
fundante estará desconstituída esta Escola-de-Redes.
Um padrão distribuído de organização implica não somente estrutura
("corpo", forma de organização), mas também tipo de funcionamento
("metabolismo", modo de regulação). Assim, as redes sociais
distribuídas são reguladas pela chamada "
lógica
da abundância", segundo a qual se geramos artificialmente
escassez em qualquer regulação, produzimos hierarquia
(centralização). Portanto,
faz parte do pacto fundante da
Escola-de-Redes jamais lançar mão de procedimentos geradores de
escassez, como a votação, o sorteio, o rodízio e a a construção
administrada de consenso.
Além da óbvia concordância com os objetivos da escola, essa é a
única regra que não pode ser violada. É claro que ninguém é
obrigado a concordar com essa visão particular que deu origem a
esta Escola-de-Redes particular. Quem não estiver de acordo pode
fazer outra escola de redes, a partir de outras visões.
Isso é tão importante que não deveríamos permanecer um momento na
Escola-de-Redes - nem continuar registrados nesta ferramenta de
interação (o
http://escoladeredes.ning.com)
- sem ler com atenção seus documentos constitutivos. Há uma
tentativa de resumo no texto
FAQ
| 10 PERGUNTAS FREQUENTES.
PERTENCER À ESCOLA-DE-REDES É REALIZAR AS SUAS
ATIVIDADES
No texto linkado acima, há também uma descrição das atividades
realizadas pela Escola-de-Redes, em uma seção intitulada "Mas,
afinal, o que faz a Escola-de-Redes?". Ensaiou-se uma resposta em
cinco itens:
a) conectamos pessoas interessadas em conhecer mais sobre redes
sociais (seja pelo estudo, pela investigação teórica, pela
experimentação ou, inclusive, pela vivência-em-rede) e em
compartilhar tal conhecimento com outras pessoas interessadas em
conhecer mais sobre redes sociais;
b) facilitamos a livre interação horizontal entre as pessoas e
estimulamos a criação de nodos (
clusters territoriais ou
temáticos) voltados aos objetivos da escola, os quais – em virtude
do compartilhamento de agendas – podem vir a se tornar verdadeiras
comunidades de aprendizagem (de vez que a rede geral composta por
todos os seus conectados não conseguirá ter a densidade de
interações suficiente para gerar comunidade);
c) organizamos uma biblioteca
on line que contém textos e
vídeos de estudiosos das redes, itinerários pessoais ou coletivos
de leitura e histórias de vida com depoimentos de nossas relações
pessoais com as redes;
d) Promovemos cursos (inclusive
on line) e atividades
presenciais como encontros, simpósios e conferências sobre redes
sociais e temas diretamente relacionados; e, por último,
e) estimulamos a conexão de uma pequena multidão de pessoas de
sorte a criar uma efervescência capaz de ensejar a eclosão de
certos fenômenos próprios de redes altamente distribuídas (um
desses fenômenos, por certo, é o
clustering, mas há outros,
como o
swarming, o
crunch, a autoregulação emergente
e, quem sabe, a capacidade de multiplicação em cadeia de
hubs, inovadores e
netweavers) e, ainda, a criação de
uma base potencial de
crowdsourcing que consiga intensificar
a criação de novas tecnologias de
netweaving.
Portanto,
ninguém pode dizer que pertence à Escola-de-Redes
apenas pelo fato de estar registrado neste site. É necessário
realizar suas atividades.
Para ajudar essa inserção efetiva na escola, propusemos as
5
"TAREFAS" INICIAIS SUGERIDAS AOS MEMBROS DA ESCOLA DE REDES.
Essas 5 "tarefas" são:
1 - Contar um pouco a HISTÓRIA de como você chegou até aqui, ou
seja, de como começou a se interessar por redes sociais.
2 - Elaborar o seu próprio ITINERÁRIO DE LEITURAS, listando e
eventualmente comentando as publicações que leu e os videos que
assistiu sobre o assunto (redes sociais).
3 - Apresentar um resumo da sua BIOGRAFIA e, se for o caso, da sua
BIBLIOGRAFIA sobre o tema.
4 - Disponibilizar para download (ou colocar um link para) TEXTOS
ou VÍDEOS com resultados de suas investigações ou experiências ou
vivências com o tema.
5 - Entrar em um dos NODOS existentes ou propor a criação de um
novo.
A ESCOLA-DE-REDES AINDA ESTÁ EM CONSTRUÇÃO
Como se pode depreender analisando o exposto acima, a
Escola-de-Redes ainda está em construção.
Assim como é fácil confundir a Escola-de-Redes com esta ferramenta
interativa (este site), também se confunde facilmente um nodo com
um grupo (uma das funcionalidades desse site). Os grupos aqui do
Ning são ferramentas interativas para articular e animar nodos, mas
não são os nodos. Os nodos são aglomerações de pessoas em função de
agendas compartilhadas.
A entrada de novas pessoas e a atividade regular de pessoas já
conectadas (o número dessas pessoas mais ativas, vamos dizer assim,
já ultrapassou 1% dos conectados) são sinais de que a coisa está
"viva". Imagina-se que, se conseguirmos atingir o patamar de 10%
das pessoas interagindo regularmente (diariamente ou, no mínimo,
semanalmente), talvez a dinâmica desencadeada seja
irreversível.

1. O que é a Escola-de-Redes?
2. O que não-é a Escola-de-Redes?
3. Como a Escola-de-Redes se organiza?
4. Mas, afinal, o que faz a Escola-de-Redes?
5. Quem financia a Escola-de-Redes?
6. Quais são as ferramentas de interação utilizadas pela
Escola-de-Redes?
7. Quem pode participar da Escola-de-Redes?
8. Quem dirige a Escola-de-Redes?
9. Como são tomadas as decisões na Escola-de-Redes?
10. A Escola-de-Redes quer se expandir? Para que? E como?
Eis a minha proposta -
Augusto
de Franco - para a construção de uma possível
FAQ da
Escola-de-Redes. É evidente que outras perguntas e outras respostas
podem ser acrescentadas por qualquer pessoa conectada.
1. O que é a Escola-de-Redes?
Escola-de-Redes é uma rede de pessoas dedicadas à investigação
teórica e à disseminação de conhecimentos sobre redes sociais e à
criação e transferência de tecnologias de
netweaving.
A Escola-de-Redes é um misto de escola (ambiente favorável à
realização de processos educativos) e
think tank, ambos
organizados em rede. Ela é uma coligação de pessoas e grupos que
integram comunidades de aprendizagem: de projeto, de prática e de
pesquisa.
Em um sentido amplo, trata-se de uma não-escola. Como mostra a logo
escolhida para a escola:
E = R, quer dizer: a escola é a
rede. Em palavras: se a escola já é a rede, para que escola? Se a
própria rede é uma escola…

2. O que não-é a Escola-de-Redes?
A Escola-de-Redes não é uma organização hierárquica nem uma
articulação centralizada ou descentralizada de instituições ou
organizações formais. Em última instância, são “apenas” pessoas,
conectadas em rede, que cooperam entre si para desenvolver os temas
relacionados às redes sociais, compartilham voluntariamente seus
conhecimentos, divulgam e aplicam os produtos que
desenvolveram.
3. Como a Escola-de-Redes se organiza?
A Escola-de-Redes se estrutura como uma rede distribuída de
pessoas, que se conectam diretamente à escola e/ou a nodos locais
constituídos igualmente como redes distribuídas.
A Escola-de-Redes é uma rede distribuída: não tem centro, não tem
diretoria, coordenação e não tem, nem mesmo, uma equipe de animação
ou facilitação, o mesmo valendo para todos os seus nodos.
Para saber a diferença entre uma rede distribuída e uma rede
centralizada (ou descentralizada, quer dizer, multicentralizada) dê
uma olhada nos diagramas de Paul Baran (1964):

Pessoas | Pessoas são todos os conectados à escola, seja
participando de algum nodo, seja individualmente.
Nodos | Os nodos da Escola-de-Redes são os grupos locais ou
temáticos de pessoas conectadas que constituem a escola e que se
aglomeram para compartilhar agendas. A escola é cada nodo e todos
os nodos.
Cada grupo de pessoas que, em uma determinada localidade ou em
torno de um determinado tema ou atividade, resolve constituir um
nodo da Escola-de-Redes, tem total autonomia para estabelecer sua
própria agenda de atividades, sua estrutura e seu regime de
funcionamento, desde que assuma os objetivos da escola e não se
organize segundo padrões hierárquicos.
Regras | Desde o início, os promotores da Escola-de-Redes
evitaram estabelecer qualquer tipo de regimento. No entanto, o
crescimento exponencial do número de conectados parece exigir
algumas (poucas) regras de funcionamento. Eis abaixo um exemplo que
pode ser refinado e melhorado com o tempo:
1 – A Escola-de-Redes é apartidária e não poderá ser usada como
meio ou alvo de campanhas partidárias ou eleitorais.
2 – A Escola-de-Redes defende e valoriza a liberdade de opinião,
respeita a divergência de pontos de vista e promove o debate
democrático travado com urbanidade e gentileza.
3 – É vedado usar os instrumentos de conexão e interação da
Escola-de-Redes (inclusive este site no NING) para difundir idéias
que firam os direitos humanos ou que promovam exclusão,
deslegitimação, intolerância, preconceito ou discriminação baseados
em diferenças de etnia, raça ou cor, gênero, orientação sexual,
idade, nacionalidade, naturalidade, língua, costumes, credo,
convicção religiosa ou filosófica, cultura, situação econômica ou
funcional, posição hierárquica, grau de instrução ou condição
física ou psíquica.
4 – É vedado usar os instrumentos de conexão e interação da
Escola-de-Redes para fazer qualquer tipo de propaganda (de produtos
comerciais, de instituições privadas - sejam empresariais ou
sociais - e de pessoas).
A Escola-de-Redes não tem qualquer tipo de formalização jurídica:
não tem estatutos, além das regras acima e do seu documento
fundante; não tem diplomas legais, atas (registradas ou não em
cartório), documentos com assinaturas, CGC ou quaisquer outros
cadastros, títulos, registros e assemelhados.
A Escola-de-Redes não tem endereço físico, patrimônio e conta
bancária; não tem empregados formais ou informais, nem pode firmar
contratos de qualquer natureza ou celebrar convênios.
4. Mas, afinal, o que faz a Escola-de-Redes?
Na Escola-de-Redes quem faz as coisas são sempre as pessoas, jamais
as “instâncias”. As pessoas conectadas na Escola-de-Redes nos
dedicamos a cinco tipos de atividades:
a) conectamos pessoas interessadas em conhecer mais sobre redes
sociais (seja pelo estudo, pela investigação teórica, pela
experimentação ou, inclusive, pela vivência-em-rede) e em
compartilhar tal conhecimento com outras pessoas interessadas em
conhecer mais sobre redes sociais;
b) facilitamos a livre interação horizontal entre as pessoas e
estimulamos a criação de nodos (
clusters territoriais ou
temáticos) voltados aos objetivos da escola, os quais – em virtude
do compartilhamento de agendas – podem vir a se tornar verdadeiras
comunidades de aprendizagem (de vez que a rede geral composta por
todos os seus conectados não conseguirá ter a densidade de
interações suficiente para gerar comunidade);
c) organizamos uma biblioteca
on line que contém textos e
vídeos de estudiosos das redes, itinerários pessoais ou coletivos
de leitura e histórias de vida com depoimentos de nossas relações
pessoais com as redes;
d) Promovemos cursos (inclusive
on line) e atividades
presenciais como encontros, simpósios e conferências sobre redes
sociais e temas diretamente relacionados; e, por último,
e) estimulamos a conexão de uma pequena multidão de pessoas de
sorte a criar uma efervescência capaz de ensejar a eclosão de
certos fenômenos próprios de redes altamente distribuídas (um
desses fenômenos, por certo, é o
clustering, mas há outros,
como o
swarming, o
crunch, a autoregulação emergente
e, quem sabe, a capacidade de multiplicação em cadeia de
hubs, inovadores e
netweavers) e, ainda, a criação de
uma base potencial de
crowdsourcing que consiga intensificar
a criação de novas tecnologias de
netweaving.
5. Quem financia a Escola-de-Redes?
Não há patrocinadores, apoiadores ou parceiros institucionais da
Escola-de-Redes. A Escola-de-Redes é financiada pela atividade
pro bono de seus membros, não havendo qualquer pagamento de
taxas, mensalidades, anuidades, matrículas ou recebimento (em
dinheiro ou em outros bens) por venda de serviços, nem mesmo a
título de contribuição ou retribuição espontânea ou voluntária.
A Escola-de-Redes não tem clientes institucionais ou pessoais, não
presta serviços remunerados a terceiros, nem vende qualquer tipo de
produto, não faz
fund raising, nem aceita doações.
A Escola-de-Redes não faz qualquer tipo de parceria a não ser
aquelas que se estabelecem na interação com e entre as pessoas
conectadas.
6. Quais são as ferramentas de interação utilizadas pela
Escola-de-Redes?
A Escola-de-Redes não é um site de relacionamento ou um espaço
genérico de convivência virtual onde cabe qualquer coisa e sim uma
coligação de pessoas que se articulam horizontalmente para conhecer
mais sobre redes sociais por meio da investigação e da
experimentação compartilhadas.
O site
http://escoladeredes.ning.com e
seus
grupos e o
blog
www.redes.org.br são as
ferramentas de interação utilizadas (até agora) pela
Escola-de-Redes. No entanto, não se deve confundir essas
ferramentas com a Escola-de-Redes, que é uma rede social
distribuída, pois
redes sociais são constituídas por pessoas
conectadas interagindo, não por ferramentas.
Assim como o site
http://escoladeredes.ning.com
não deve ser confundido com a Escola-de-Redes, os Grupos abertos
nesse site também não devem ser confundidos com os Nodos da
escola.
A Escola-de-Redes só existe na medida em que existem os seus nodos
e, obviamente, as pessoas conectadas (que primeiramente são nodos
da rede). No modelo fractal adotado,
a escola são os
nodos. E os nodos só existirão de fato se as pessoas que os
compõem
compartilharem agendas.
7. Quem pode participar da Escola-de-Redes?
Apenas pessoas, quaisquer pessoas que concordem com seus objetivos
e suas idéias fundamentais (constantes do seu documento fundante).
Mas não podem participar da Escola-de-Redes coletivos e
organizações hierárquicas de qualquer natureza.
Quem quer participar de uma rede social qualquer não precisa se
conectar à Escola-de-Redes. Pode se conectar a uma rede social
voltada para outros objetivos. Só devem se conectar à
Escola-de-Redes aquelas pessoas que estão interessados no seu
objetivo: a investigação e a experimentação sobre redes sociais e à
criação e transferência de tecnologias de
netweaving.
8. Quem dirige a Escola-de-Redes?
Ninguém em particular, quer dizer, todos os participantes, por
autoregulação emergente. Os instrumentos de interação usados pela
Escola-de-Redes (o site
http://escoladeredes.ning.com e
seus Grupos e o blog
www.redes.org.br) são administrados
por seus administradores formais. Mas o papel desses
administradores das ferramentas de
netweaving usadas pela
Escola-de-Redes não é o de chefes, presidentes, diretores, nem
mesmo o de líderes. Eles podem ser, no máximo,
netweavers –
não coordenadores.
Muitas vezes os administradores de sites e grupos em uma plataforma
interativa (como o Ning, utilizado pela Escola-de-Redes) não
cumprem nem mesmo o papel de
netweavers. São apenas pessoas
que tomaram a iniciativa de abrir um site, formar um grupo, colocar
um tema em discussão em um fórum ou marcar um evento. Deve aderir a
essas iniciativas apenas quem quiser.
Quem não quiser aderir, por motivo de discordância, pode sempre
dizer isso para as pessoas que tomaram a iniciativa. E também para
todas as outras pessoas conectadas.
Ademais, quem não está totalmente satisfeito ou confortável com o
que foi proposto, pode propor outra coisa. Ou – a permanecer tal
descontentamento ou desconforto – pode abrir um novo grupo ou um
novo site (coisas que podem sempre ser feitas por qualquer pessoa
conectada, mesmo na ausência de descontentamento ou desconforto).
Nesse caso as pessoas conectadas à Escola-de-Redes podem
simultaneamente participar dessa outra ferramenta de interação que
foi criada (por qualquer motivo).
A liberdade na Escola-de-Redes não é apenas a liberdade (positiva)
de adesão ou a liberdade (negativa) de segregação (abandono), mas,
fundamentalmente, a liberdade (inclusivamente co-operativa) de
pertencer a várias comunidades simultaneamente e de
comparecer em seus respectivos instrumentos de interação.
9. Como são tomadas as decisões na Escola-de-Redes?
Não há, a rigor, tomada de decisão na Escola-de-Redes. Assim,
também não há um método (ou procedimento) para regular qualquer
dilema da ação coletiva. Quando há discordâncias de opiniões sobre
determinado assunto, a Escola-de-Redes simplesmente
não faz
nada.
Nunca há qualquer processo de votação, sorteio, rodízio ou
construção administrada de consenso na Escola-de-Redes: nem para
incluir membros, nem para excluí-los, nem mesmo para aprovar ou
rejeitar seja o que for. Todos os membros da Escola-de-Rede são
livres para submeter aos demais qualquer proposta relacionada ao
propósito e aos temas da escola, devendo aderir à proposta os que
concordarem com ela e não podendo haver qualquer tipo de reprovação
ou censura ou lamentação dirigidas aos que – em qualquer número –
dela discordarem.
10. A Escola-de-Redes quer se expandir? Para que? E
como?
A Escola-de-Redes não é uma organização se expandindo e sim uma
idéia se disseminando. Como a vida – na bela imagem de Lynn
Margulis – ela “
não se apossa do globo pelo combate e sim pela
formação de redes”. No plural. O modelo de organização da
Escola-de-Redes é fractal. Cada comunidade de aprendizagem que se
forma é um nodo da escola e, ao mesmo tempo, a escola toda.
Coerentemente com tal modelo de organização, a expansão da
Escola-de-Redes se dá pela multiplicação dessas comunidades.

Isto é para você, que está entrando agora na Escola-de-Redes.
ESTAMOS TODOS APRENDENDO
Ainda estamos todos aprendendo a usar esta ferramenta de interação.
Na verdade, estamos aprendendo a interagir em rede distribuída. Eis
uma lista tentativa desses aprendizados:
1)
Aprendendo a fazer um esforço coletivo de focalização no
assunto que nos conecta. Não importa se um outro assunto é
urgente ou relevante, se achamos que dele depende o futuro da
humanidade ou a salvação da espécie humana. Se não tiver uma
relação com o nosso tema – as redes sociais – não devemos
publicá-lo aqui em uma mensagem de blog (muito menos abrir um fórum
ou propor um grupo).
2)
Aprendendo a dar a própria opinião em vez de querer pautar os
outros. Sendo o assunto pertinente (relacionado às redes
sociais), devemos preferir sempre publicar uma mensagem de blog a
abrir um fórum. (Observa-se que algumas pessoas preferem sempre
abrir fóruns, talvez porque percebam que mensagens de blog são logo
deslocadas para o final da fila por outras mais recentes e acabam
arquivadas. Mas o fato do fórum ficar em evidência o tempo todo não
é motivo relevante para abri-los).
3)
Aprendendo a confiar nos processos que ocorrem nas redes.
Devemos evitar inaugurar grupos para juntar as pessoas que já
conhecemos (muitas vezes apenas aquelas que nós mesmos convidamos).
A clusterização nos nodos deve ser resultado de um fenômeno que
ocorre espontaneamente na rede e não planejado por quem quer montar
a sua turma.
4)
Aprendendo a deixar fluir ao invés de planejar.
Devemos desistir de ficar procurando um jeito de organizar melhor
as coisas
top down, de fazer um planejamento a partir da
idéia de que nenhuma articulação na base do espontaneísmo pode
funcionar. Sobretudo não devemos tentar introduzir, nem mesmo por
motivos pedagógicos, qualquer tipo de centralização (seja qual for
o eufemismo encontrado para designá-la, como, por exemplo, grupo de
coordenação ou facilitação) ou de mecanismo de produção artificial
de escassez (como a votação, o sorteio, o rodízio ou a construção
administrada de consenso).
5)
Aprendendo a deixar certos interesses particulares de
lado. Não devemos usar os instrumentos de publicação do site
para fazer propaganda da nossa organização hierárquica, do nosso
site profissional, nem, muito menos, para vender nossos livros ou
vídeos ou cursos ou serviços de consultorias ou divulgar nossos
próprios eventos (a menos que eles tenham relação explícita com as
atividades da Escola-de-Redes).
6)
Aprendendo a interagir com as pessoas: uma-a-uma
(peer-to-peer, P2P). Não devemos, jamais, replicar a
mesma mensagem nas páginas pessoais dos conectados (como quem faz
panfletagem). A panfletagem virtual em uma rede distribuída é uma
tentativa de manipulação (que, além de tudo, é inócua).
7)
Aprendendo a fazer as coisas de graça. Interagir pelo
prazer de interagir, de ajudar, de cooperar, sem ter em mente a
satisfação de um interesse específico, parece exigir um
aprendizado. Compreender que
fazer rede é fazer
amigos – e que essa não é uma perspectiva romântica ou um
ponto de vista ingênuo – confronta o aprendizado organizacional que
obtemos nas organizações hierárquicas, mas parece ser fundamental
no
netweaving de redes distribuídas.
ÚLTIMA VERSÃO DAS CHAMADAS "REGRAS" DA ESCOLA-DE-REDES
Regras da Escola-de-Redes são orientações baseadas em acordos de
convivência considerados automaticamente aceitos por quem se
conecta aqui. Quem não aceitar não deve se conectar. Quem violar as
regras será banido do site.

REGRAS
1 - Concordar com o propósito da escola (seu objetivo e
escopo).
2 - Conectar pessoas ou redes de pessoas (nunca instituições
hierárquicas) de modo distribuído – o que compreende estrutura
(forma de organização distribuída) e dinâmica (modo de regulação
pluriárquico). O modo de regulação pluriárquico, compatível com a
topologia distribuída, não adota procedimentos e mecanismos que
produzam artificialmente escassez, como a votação, o sorteio, o
rodízio ou a construção administrada de consenso.
Para saber se você concorda com os
objetivos e o
escopo da Escola-de-Redes é necessário ler o texto
Sobre
a Constituição da Escola-de-Redes.
ACORDOS SUGERIDOS PELO "BOM-SENSO EM REDE"
A - Não fugir do assunto (publicando textos, fotos, vídeos ou
eventos que não tenham a ver com o tema da escola).
B - Não fazer propaganda política, de produtos comerciais ou de
instituições.
C - Não ficar abrindo indiscriminadamente fóruns (preferindo sempre
usar o blog).
D - Não panfletar a rede (replicando a mesma mensagem para várias
pessoas).
E - Não se comportar como
troll e nem
responder suas provocações:

Don't feed the trolls.
PRINCÍPIOS UNIVERSAIS DE UM ESPAÇO DE ARTICULAÇÃO
NÃO-AUTOCRÁTICO
I - Valorizar a liberdade de opinião e respeitar a divergência de
pontos de vista.
II - Travar o debate com urbanidade e gentileza.
Não devem ser
admitidos ataques pessoais e mensagens grosseiras e
ofensivas.
III - Não usar os instrumentos de conexão e interação da escola
(como este site no Ning) para difundir idéias que firam os direitos
humanos ou que promovam exclusão, deslegitimação, intolerância,
preconceito ou discriminação.