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Jane Patricia Haddad
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Às 10:06 em 6 julho 2009, Sergio Storch disse...
Oi Jane
Só agora vi você na Escola de Redes, e fiquei muito contente.
Sou um dos pais que se maravilharam com sua palestra no Renascença há umas 2 semanas, e eu gostaria muito de ter mais espaços para encontrá-la e conversarmos sobre educação. Que tal aqui? Lá em Campos do Jordão tivemos uma discussão interessantíssima sobre a falência da escola como instituição...

Um beijo
Sérgio Storch
Às 8:36 em 11 fevereiro 2009, Eric Vieira disse...
Bem vinda Jane!!

Não perder o poder de Olhar

Um Olhar para Além da Crise
________________________________________
Jane Patrícia Haddad –Pedagoga,Psicopedagoga e em formação Psicanalítica
Consultora Educacional, Palestrante e autora do livro:Educação e Psicanálise:Vazio existencial lançado pela editora WAK em abril de 2008
janepati@terra.com.br
www.janehaddad.com.br


Ser ou não ser? Eis a questão. Aprender para quê? Onde vou usar o que aprendo na Escola e na Universidade? Que profissão eu vou escolher? Será que estou na Faculdade certa? Vou conseguir ganhar dinheiro com “isso” que escolhi?
Estudei tanto e na hora da prova do Vestibular “me deu um branco”. Onde foi que eu errei?
Estas questões , venho escutando diariamente em meu consultório, onde atendo jovens e adultos ora com “ rótulos de fracasso escolar” “ ora com dúvidas sobre suas escolhas profissionais, ora com.“Depressões”...E tudo mais que, possa ter um nome para justificar o mal-estar humano: “ eu não consegui”.
Como se a dúvida não fizesse parte do processo humano.

O momento é de nós educadores, nos perguntarmos: estes jovens apresentam realmente problemas?
Não seria, uma ausência do desejo de saber?Já que eles nunca depararam com tantas informações circulantes e pouco conhecimento?
Em um gesto sábio por parte deles, eu tenho me questionado se diante de tantos “brancos”que eles se queixam e muitos “rótulos” que carregam diante do “não saber”, não estaria ai um registro de sabedoria?
Nós adultos já sabemos o que queremos “ser”? Ou melhor, sabemos quem somos? Escolhemos a profissão certa?
Nós educadores, estamos fazendo nosso papel com nossos alunos?
Ao prepararmos uma aula, acreditamos nela e em seu “conteúdo”?

Nossos jovens são chamados diariamente através de uma mídia viciada a se identificar dentro de alguns rótulos: “Estar no mundo sem rumo, sem objetivos, sem projetos... vivendo apenas o aqui e agora”.
“Jovem espanca mulher...” “ Jovem rouba para comprar drogas” “ Namorado assassina a ex
”Tenho me perguntado, todos jovens são iguais? Onde está as diferenças em uma sociedade que só estabelece rótulos iguais? Que discurso está escondido atrás de tantos atos?

É possível falar em “Ser”, em aprender, em fazer escolhas, quando não se sabe nem quem se é? A que olhar e expectativas eles estão respondendo?

“O pensamento pode ver, mas dele fica excluído o olhar”.
O olhar de quem não quer ver! O olhar de quem se nega a colocar as máscaras estabelecidas por inimigos incoerentes; os adultos.
Há um vazio presente. Podemos dizer que é um vazio existencial em um tempo que passa e nos faz acostumar e perder o poder de reflexão diante de tantos bombardeios negativos.

A Juventude, nada mais é, do que, o reflexo do nosso momento atual, o espelho do nosso olhar, ou melhor, da nossa visão “ ato fisiológico”ver sem enxergar.

Adultos”Kids”, isentos de suas responsabilidades e escornados em um discurso apenas denunciante e queixoso:
- uma geração que não quer nada;
- já entregamos ele (a);
- Os responsáveis por isso é a escola ou a família...e assim vai caminhando a humaninade, buscando culpados para tudo e inscrevendo uma modelo para esta geração: não responsabilizar-se pelas próprias escolhas e sim buscar culpados.

E agora, a grande histeria coletiva: A crise que assola o mundo.
Desde setembro do ano passado, já estamos em estado de alerta, prevendo o pior, os medicamentos já estão rolando solto, o desemprego, a falta de dinheiro e o prazer imediato...pois não sabemos o que vai acontecer amanhã.
Sociedade do excesso, nada pode faltar.O grande lema: Preencher o vazio.
Sendo que, nós seres humanos somos seres da falta, ela que nos move, nos coloca em movimento.
Crise é sinal de movimento e não paralisação.

O Momento nos convoca a uma nova educação, para além de discursos e modelos.
O que se busca quando se quer aprender algo? Acredito que, a partir desta pergunta, é possível refletirmos sobre o como fazer uma educação significativa?
Como despertar nas crianças e jovens o desejo de desejar?

Penso ser um bom começo: uma provocação para que eles possam sair do “tal branco” .
Autorizar-se o saber de si, para depois saber do mundo e poder fazer escolhas.
Saber, é sustentar o próprio querer (desejo) o que implica em responsabilizar-se pelas suas escolhas.
A grande crise atual, é ler, nas entre-linhas (o discurso não dito) é tentar olhar além da visão.

Crianças e jovens, precisam ser desafiados a exercitar o poder de reflexão, questionar indignar-se diante de tanto descaso.

Viver é uma escolha o que implica em responsabilizar-se.

Nietzsche já dizia : O que enlouquece é a certeza, não a dúvida.
É do caos que nasce uma estrela.



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Olhar para além


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Jane Patrícia Haddad –Pedagoga,Psicopedagoga e em formação Psicanalítica
Consultora Educacional, Palestrante e autora do livro:Educação e Psicanálise:Vazio existencial lançado pela editora WAK em abril de 2008… Continuar

Postado em 11 fevereiro 2009 às 6:57 ‚Äî 2 Comentários

 
 

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