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Robinson Borba
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Às 9:22 em 23 setembro 2009, João Roberto P. Fava disse...
Robinson, bom dia e feliz primavera!

Gostaria de saber se por acaso encontramos alguma sistematização, relato do "Ideias, Caminhos e Desenvolvimento da Região da Lapa em SP", teria como sociabilizar algo para os que não foram?

Obrigado querido...abraços
Às 11:34 em 18 agosto 2009, Clara Pelaez Alvarez disse...
Olá Robinson, li um tanto da sua tese. Gostei muito!
Parabéns por suas frases curtas e precisas.

"Serão necessárias reflexões de como se deve compreender o sistema econômico como parte de um sistema mundial social com limitações de ordem estrutural, com grupos, membros e regras de convivência, buscando a coerência possível do resultado de forças conflitantes que mantém o sistema sócio-econômico equilibrado.

Dessa maneira entendido, assemelha-se a um organismo, onde há um tempo que define o percurso da vida, ao qual se pode assistir mudar em alguns aspectos enquanto outros se mantém imutáveis em sua permanente evolução.

Penetra-se no âmago do urbanismo do fim de século, com questões urgentes como a destruição da estrutura familiar que ocasiona o surgimento de novos seres criados pela própria cidade: a cidade mãe, um lugar onde se drogam com a velocidade, com o álcool e agora com a Internet.

Conectada, a sociedade mundial pensa e trabalha ciberneticamente, tecendo uma rede física e emocional que extravasa territórios. Estar aqui ou mais adiante, lá onde se encontra alguém como nós, é uma questão de estar on-line.

A dinâmica da vida torna-se global, entretanto o universo cotidiano dos seres humanos está no locus. Portanto a grande questão é a cidade. Funde-se no local todos os desejos, todas as expectativas para nossas curtas existências enquanto seres temporais.

Tempo. Tirânico, impõe temporalidades conflitantes, convergentes. Nesse sentido todos os tempos são globais, mas não há um tempo mundial. "O espaço se globaliza, mas não é mundial como um todo, senão como metáfora. Todos os lugares são mundiais, mas não há um espaço mundial. Quem se globaliza mesmo, são as pessoas e os lugares", diz Milton Santos (1998).

Como trabalhar com este persistente labirinto de nossa sociedade pluralística moderna e seus valores cada vez mais autônomos, onde se cria uma ampla incerteza não apenas econômica? Certo é que se vai cruzar por mares nunca dantes navegados com uma necessidade de enfoque econômico comparável à incerteza quântica do físico Max Planck.

Desenvolvimento é um processo, cujo planejamento jamais deve ser um produto entregue engessado e definitivo. Inserido neste contexto, a globalização com seus emergentes paradigmas, deve ser entendida como desafio contínuo decorrente da necessidade do homem de ir além de seus limites físicos e territoriais. Algo que vem ocorrendo desde o início da civilização, mas agora com velocidade antes nunca vista.

Verifica-se que este processo se altera e sofre mutações operacionais constantes em função das inovações tecnológicas empurradas pela ansiedade do homem em abandonar o velho sítio em busca do rompimento com o passado, com o conquistado.

Estar em muitos lugares simultaneamente, colocando por terra o mais antigo dos temores: o tempo. Talvez seja esta a verdadeira conquista que a globalização, forjada pela civilização do século XX, deixa como legado para o próximo século.

Tempo. Velocidade. Suportes para a onda de uma competição no nível global baseada no crescimento da tecnologia de informação, viabilizando uma "Nova Economia" que emerge célere fazendo florescer comunidades que se conectam às transformações, competentes que são para compreender o processo complexo que esta conectividade exige.

A localidade propicia as ocasiões em um mundo que oferece as possibilidades e que "globaliza pessoas, seus lugares e suas regiões". Mas é na diversidade dos locus e na criatividade que suas culturas podem oferecer que está o berço do conhecimento e novas perspectivas para o futuro do desenvolvimento sustentável global. "

Fico me perguntando se tudo não se resumiria a criar espaços de interação entre as pessoas e simplesmente deixar que as idéias emerjam e tomem forma... Mas, claro, essa é uma visão simplista da coisa. Mas por outro lado, penso que devemos olhar o complexo sempre em busca do simples.

Obrigada por compartilhar sua tese!

Abraços
Às 21:42 em 17 agosto 2009, Clara Pelaez Alvarez disse...
Robinson, obrigada pelo retorno.

Muito interessante o nome que vc deu à tese: "cidade cognitiva", estaria disponível para leitura? Vc poderia compartilha-la conosco?
Às 16:03 em 17 agosto 2009, Clara Pelaez Alvarez disse...
Olá Robinson,

Bem vindo ao grupo de ARS!
Você já pesquisa o tema?

Abraços

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Participação na Conferência Internacional

Será ótimo participar da conferência sobre as redes sociais.

Postado em 14 novembro 2009 às 6:28 ‚Äî

 
 

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