Escola de Redes

A escola é a rede

Li hoje, sobre Guimarães Rosa, na wikipedia:

"Autodidata, começou ainda criança a estudar diversos idiomas, iniciando pelo francês quando ainda não tinha 7 anos, como se pode verificar neste trecho de entrevista concedido a uma prima, anos mais tarde: “ Eu falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração."

Não sei se é verdade, mas se for, é um bom exemplo de autodidatismo.

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Leonardo Valverde Comentário de Leonardo Valverde em 9 novembro 2009 às 19:10
Poxa, pensei que houvesse a intenção de conversar verdadeiramente. Minha opinião não mudou, Leila, porque não consigo ver o processo de aprendizagem fora da relação "ensinante-aprendente". E o que li até agora aqui não me fez mudar de opinião, só isso.

Com um detalhe: minha visão de ensino não é a mesma do Augusto.

Com relação ao "autodidatismo", pensei à beça sobre, acho que ele faz parte de todo processo sério de estudo; é parte do processo, quero dizer.
Leila Pais de Miranda Comentário de Leila Pais de Miranda em 9 novembro 2009 às 18:03
"Onde a conversa deixa de existir, a violência tende a se iniciar" (A.Giddens). Eu, refletindo sobre a minha preguiça de conversar onde acho que não há intenção de conversar verdadeiramente.
Leila Pais de Miranda Comentário de Leila Pais de Miranda em 9 novembro 2009 às 17:22
Meu Deus. Você não tem jeito não. Cheguei a pensar que você estava começando a duvidar das suas certezas, mas você voltou no mesmíssimo ponto do "o único jeito de aprender é com alguém te ensinando". Então tá. Eu desisto. Essa nossa conversa já começou há um tempão e você não arredou pé nem um milímetro! Nem eu! Me parece que somos dois bons teimosos. Nesta altura me cabe dizer que eu não estou querendo ser convencida e não quero convencer ninguém. Cada um que pense com a sua própria cabeça. Vou sentir falta da nossa conversa mas ela está me deixando louca. Abraços e qualquer dia a gente vai se encontrar e pode ser que a gente encontre assunto onde pelo menos haja algum tipo de troca, porque até agora foi cabo de guerra. Soltei a corda! Vou brincar de outra coisa! Abraço!
Leonardo Valverde Comentário de Leonardo Valverde em 9 novembro 2009 às 11:08
Sim, correr atrás é ir em busca de alguém ou algo que te ensine.
Leila Pais de Miranda Comentário de Leila Pais de Miranda em 8 novembro 2009 às 18:59
"Quem tem curiosidade e quer aprender corre atrás... acho que é assim... "
Viu? Foi como eu te respondi quando você me perguntou como eu faria prá aprender sânscrito. Eu disse que ia "correr atrás". Se eu quisesse aprender sânscrito, porque eu não quero, pelo menos agora, acho que iria me inserir na rede dos que querem aprender também, e ia te convidar para aprender junto com você!
Leonardo Valverde Comentário de Leonardo Valverde em 7 novembro 2009 às 21:34
Parece-me, Leila, que o Rosa era um amante de línguas, só não sei se ele chegou a ver todas essas.

Acho que na verdade todo estudo é, em parte, autodidata, porque é o momento que você é sua própria testemunha, de saber se aprendeu mesmo ou não, até que ponto e como. Mas não é nunca totalmente porque sempre precisaremos de referências, métodos, sugestões, até mesmo para criarmos os nossos.

O Rosa estudou o sânscrito através de uma gramática feita por um português, na época chegou a se corresponder com ele para pegar algumas dicas, digamos. Mais tarde ele chegou a ler alguns textos na língua original. Bacana, não é?

Quem tem curiosidade e quer aprender corre atrás... acho que é assim...

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