Estive tentando encontrar uma maneira de comparar o índice de distribuição de redes com tamanhos diferentes.
Fiz alguns 'experimentos numéricos' com redes aleatórias, calculando o índice conforme explicado em
http://escoladeredes.ning.com/profiles/blogs/o-poder-nas-redes-sociais
Resultou uma característica interessante: em média, o índice parecia depender de algo como o número de nodos elevado ao cubo...

Acima: índice médio versus número de nodos, são 5 pontos entre 10 e 170 nodos, médias feitas em amostras de 45 a 14 mil grafos aleatórios. Abaixo: grafico superior em escala log x log , coeficiente angular da reta em torno de 3,1 e coeficiente linear aproximadamente -2,8 .
Coloquei no meu álbum todos resultados, com algumas explicações da metodologia.
http://escoladeredes.ning.com/photo/dependencia-de-i-em-relacao-ao/...
http://escoladeredes.ning.com/photo/alguns-grafos-com-10-nodos/next...
Contudo, me ocorreu agora uma abordagem diferente e muito mais simples. Observe a expressão do índice:
I = C.(C - D)/E
Conforme analisou Augusto no texto acima mencionado, e conforme verifiquei em diversos grafos de 10 a 200 nodos, o índice máximo parece corresponder ao máximo número de conexões (máximo C).

Alguns grafos com 40 nodos e seus índices de distribuição (no meu álbum está mais legível).
E o máximo C depende de número de nodos de acordo com
Cmax = N.(N-1)/2
Este é então o C de uma rede com todas conexões possíveis. Ora, D e E não são totalmente independentes de C. Sendo D a quantidade de nodos desconectados da rede pela eliminação do nodo mais conectado (sem contar este último) entendemos que D = 0 nesse caso, pois num mundo 100% conexo a remoção de um nodo qualquer não afeta em nada a rede. E se E é o número de conexões eliminadas com a eliminação do nodo mais conectado, logo, E = N-1, pois o nodo eliminado está conectado com todos os outros (no caso, esse nodo pode ser qualquer um) .

Alguns dos "mundos" 100% conexos, nos quais C = Cmax.
Portanto, C = Cmax, D = 0, E = N-1 e inserindo na expressão do índice obteremos o Imax
Imax = Cmax.Cmax/(N-1)
Imax = N.N.(N-1)/4
Daí a dependência com N elevado a 3 observada anteriormente nos experimentos. Tirando o logaritmo natural disso tem-se
ln(Imax) = 2.ln(N) + ln(N-1) - 2.ln(2)
para N grande é de se esperar que ln(N-1) se aproxime de ln(N) e aí
ln(Imax) = 3.ln(N) - 2.ln(2)
Aonde vemos o motivo do coeficiente angular da reta definida por x = ln(N) e y = ln(Imédio) se aproximar de 3. Apenas o coeficiente linar -2.ln(2) = -1,3863... não se aproximou do valor obtido nos experimentos anteriores.
A fim de entender melhor fiz novo 'experimento numérico' apenas com grafos 100% conectados, variando N de 10 a 2000. Obtive o seguinte:

log(I) contra log(N) - pontos em azul são os resultados do experimento simulado.
A curva contínua em preto é ln(
Imax) calculado conforme expressão negritada acima. Segue análise dos pontos azuis:
Linear model Poly1:
y(x) = p1*x + p2
Coefficients (with 95% confidence bounds):
p1 = 3.006 (3.006, 3.007)
p2 = -1.432 (-1.438, -1.426)
Esses últimos resultados são mais coerentes com o Imax calculado , incluindo o coeficiente linear.
Então, como medida de comparação para o grau de distribuição em redes de tamanho diferente, fica a proposta de usar o I dividido por Imax.
Uma outra forma mais simples de escrever Imax seria:
Imax = n.Cmax/2
A razão I / Imax deverá estar sempre entre 0 e 1, independente do N .
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