A INTERNET E A POLITICA I: DUAS IDÉIAS
Walter Tesch(*)
1-A primeira é chamar a atenção sobre a matéria “Palanque Tecnológico” da VEJA 1/11/09. Bem Self, responsável pela parte digital da campanha de Obama já esta contratado pela agencia ligada a pré-candidata. O PT também inaugurou seu novo site cujo custo teria sido 600 mil reais. Uma das estratégias orientadas por Self é através de empresa especializada, é arregimentar blogueiros e internautas para inundar as denominadas redes sociais (ning, orkut, etc) com mensagens de apoio e contra-informação que beneficie a candidata. A mesma matéria comenta a “guerrilha virtual” que significou um vídeo de 2 minutos, “Quero morar na propaganda do governo da bahia” ironizando a propaganda do governo do PT da Bahia. O video na internet e que em poucos dias teve 40 mil acessos. Estas questões devem subsidiar os verdes para o que vem por ai.
2-A segunda informação é que o PV, com recursos muito mais modesto, cerca de 10 mil reais, e muito trabalho voluntario acaba de por no ar experimentalmente dois espaço para abrir canais de contribuições participativas e não manipulativas. O primeiro e o site
http://www.projetobrasilsustentavel.org onde inauguramos o instrumento para todos aqueles que queiram contribuir pontualmente com propostas viáveis para o PROJETO BRASIL SUSTENTÁVEL podem ingressar, se cadastrar e enviar suas propostas que serão analisadas e respondidas por uma equipe de moderação. Neste mesmo site, você encontrará um link para contribuir com propostas a reforma do PROPRAMA DO PV que será direcionado ao site da Fundação Herbert Daniel do PV, onde FILIADOS podem sugerir contribuições a Reforma do Estatuto do PV. Lembrem, é um site em construção, sejam objetivos, conciso e registrem propostas operacionáveis ao nível Brasil, Estado e Município com o “olhar da sustentabilidade”.mãos a obra.
INTERNET E A POLITICA II
Com o novo quadro da Internet nas campanhas eleitorais, depois do sucesso de Barak Obama é significativo refletir sobre o tema
http://revistacult.uol.com.br/novo/entrevista publicou uma entrevista com o jornalista britânico Andrew Keen, conhecido no mundo da NET, e que lança este ano no Brasil o livro “O Culto do Amador”. Ken que diz abordar o tema da Internet desde a perspectiva da “Escola (sociologia) de Frankfurt” e levanta algumas teses interessantes como a da defesa da “meritocracia”, dos políticos e dos partidos contra uma potencial “tirania das massas” através da INTERNET. Por isto não poupa critica aos blogs, facebook, you tube, twitter, Wikipédia, etc. e que existe uma associação intima entre Tecnologia e Ideologia, emergida na guerra fria, que criou a Internet sem um centro mas que propicia “controladores”
O Jornalistas critica a “sabedoria das multidões” da Internet como fantasia utópica. Citando Irã e China afirma que os governos utilizam a Internet (investigando redes sociais, blogs, etc) para vigiar os opositores concluindo que é mais útil aos “autoritários” que aos “democratas”. Que a Internet ao propiciar o ataque a “ ordem meritocracia” e os “especialistas” (políticos, média, jornalistas, economistas, etc). Exemplifica o caso do ator Stphan Fry com milhares de seguidores que ao opinar sobre um determinado livro, este imediatamente sobe ao topo da lista dos mais vendidos. Aqui destaca o conceito do controle através de um individuo, ou seja, a tecnológica tipo twitter centra a organização no individuo, corroendo as organizações intermediarias tradicionais como Partidos e Associações. Por isto a mídia brasileira ao analisar políticos no twitter mencionou genericamente: “já não necessitam de partidos”? Isto é bom para a democracia? Certamente é importante ficar atendo a noções, ainda não conceitos, como “tirania digital”,ou “oligarquias ou senhores feudais digitais”.
O entrevistado ao abordar a internet como “mecanismo de aquisição de poder”, menciona outro aspecto que também esta na agenda conjuntural no Brasil, o questionamentos aos TCU (tribunais de contas). Afirma corretamente que para existir democracia são necessários contra-poderes (TCU, TSF, etc) e os mecanismos de equilíbrio. Conclui que o grande desafio do século XXI é a educação, o analfabetismo mediático gerado através da facílismo de uma pseudo cultura via Google Wikipédia. A entrevista toda pode ser vista na revista que esta nas bancas. No creo em “teoria conspiratória”, ni en brujas, pero que las hay hay. 4-11-09
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